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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Modelando uma mãe

Postado por Flávia às 01:09 1 comentários
Esse post poderia também se chamar as minhas tentativas de voltar ao corpo brotinho. Melhor: minhas atrapalhadas tentativas de voltar ao corpo brotinho.
Depois que pari, passei os meses seguintes numa vibe desencanada em relação às questões estéticas. Deixei os brancos assumirem o território capilar por causa da amamentação. Usei cinta apenas por algum  tempo porque não tinha paciência de ficar sem respirar enquanto cuidava de um bebê. Esqueci de usar as pomadas na cicatriz da cesárea. Meu cabelo vivia preso e eu nem sonhava com a ideia de correr até salão e interromper o mundo materno no qual estava mergulhada.
Eu respirava, comia e bebia as necessidades da minha filha e simplesmente me larguei. Realidade natural da maioria das mães lambedoras de crias.
O tempo passou. As cólicas e o refluxo também. A alimentação deixou de ser exclusivamente a amamentação. Comecei dando escapadinhas para ir ao salão. Depois voltei ao peso anterior a gravidez. E a voz continuou a mesma, mas a barriguinha... Essa precisa de ajuda. Não é nada bagaceira. Só que na minha cabecinha quixotesca eu quero (eu posso/eu consigo) que seja como antes. Tá, talvez não dê. Não custa sonhar, sonhar, subir, subiiir...
Nessa minha viagem, surgiu uma promoção nesses sites de compra coletiva. Mil e umas sessões de massagem modeladora mais manta térmica mais não sei que mais lá. Conhecem o tipo?
Pois bem. Promoção é o meu nome do meio e perder a barriga fácil é o meu sonho. Na minha cabeça, repito quixotesca, já me imaginei saradinha sem sacrifícios. Tipo produtos Tabajara: meus problemas acabaram.
Fechei pacote, marquei o dia e lá fui eu. O objetivo é reduzir abdômen e acreditando na Lua de Cristal, eu deitei na maca. A esteticista começou a passar um gel e depois uma maquininha. Geladinho delicia. Eu toda relaxada elogiando as mãos leves da garota e pensando "vai ser barbada".
Muda a máquina e de repente de geladinho delicia passa para um aparelho desentupidor de pia sugando a minha barriga. E sobe. E desce. E suga. E puxa. E slap, slap, slaaap. Naquela hora eu entendi que fácil mesmo é bater prego em barra de manteiga.
O troço sugando e eu suando. Até aí a dor estava no patamar “ok beleza, dá para aguentar”. Olhei para esteticista com olhar de pobre coitada e lancei:

    Fulaninha, tá doendo muito. Não sabia que era assim.

E ela bem bonita me respondeu

           Ô minha linda, esse é só o inicio do tratamento.

É, tinha mais. Seguimos para uma tal massagem que módeus. Aperta, sobe, desce, aperta. E nessa hora, a garota percebeu que a cliente estava mudando de cor. Chamou a esteticista mestra que veio confirmar se a fracote iria desmaiar mesmo.
Continuou a massagem me dizendo: pensa que está perdendo a barriguinha. Eu só conseguia pensar “ minha senhora, eu tô perdendo é a alegria de viver!”. Criei um apelido para essa massagem. Capitão Nascimento.  Quem em sã consciência iria permanecer num corpo debaixo de tanta porrada? A gordura tem que pedir pra sair. Eu entregava qualquer um deitada naquela maca. No primeiro aperto.
Do meio pro final eu já estava gargalhando histericamente. De nervoso é claro. Tomava aperto e ria feito louca. Louca mesmo. A esteticista deve ter pensado o mesmo.
Enfim a sessão de tortura massagem acabou. Eu num misto de aliviada e cambaleante fui embora. Encontrar o marido que as gargalhadas me perguntou ironicamente:
- E aí? Quando é a próxima?
- Segunda. Ainda faltam nove sessões. A esteticista disse que a gente sofre, mas vê resultado!
Eu já falei aqui da minha cabeça quixotesca?

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Hoje eu estou assim

Postado por Flávia às 05:59 0 comentários
Borrocochô
Por isso nem consegui escrever o post que planejei.  Queria falar sobre música e a nossa rotina cantarolante.  Falar das músicas que Ana gosta e das suas reações. O papo era alto astral.
Mas, mas, mas... Hoje não acordei no clima.  E como eu sou pura emoção, não sei (não consigo) sentir algo e escrever sobre assunto de clima completamente diferente. Já escutei, na minha vida profissional, que tenho que controlar as minhas emoções. O tempo passou. Eu já avancei muito. Mas o “essencialmente eu” ainda mostra sua cara com toda força em dias como hoje.
 Refleti na madrugada sobre os motivos para minha chateação e comecei a numerar o que tinha acontecido no dia anterior. Numerar mesmo. Vocês já sabem dessa minha mania de organização.
1.     Há duas semanas que o sono noturno da Aninha está alterado. Eu que respondia SIM saltitante a pergunta máster da maternidade (sua filha dorme bem?) estou atualmente zumbizando pela casa. A garotinha que acordava uma vez na madrugada agora me chama para mamar de três a cinco vezes. E depois que ela mama e dorme eu fico entre uma e duas horas para pegar no sono de novo. Faz as contas aí comadre porque nem eu sei quantas horas estou dormindo efetivamente.
2.     Fui a creche ontem acertar os detalhes e só tem vaga para Ana a partir do dia 23-01. Eu começo a trabalhar no dia 03-01. Família em outra cidade. Sentiu o drama?
3.     Serei madrinha de casamento na próxima semana e somente ontem tive coragem de tirar o velho vestido do armário para experimentar. Claro que não gostei. Se o casal não fosse tão querido ligaria ontem mesmo para pedir dispensa da função. A justificativa? Olha sou uma recém parida (tá, eu sei que já tem 5 meses) dando ataque de pelanca e nada absolutamente nada que eu vestir agora me fará sentir apta a desfilar numa igreja e permanecer em destaque no altar. Sei que o destaque é da noiva. Sim! Mas é ataque de pelanca meu povo. Lá tem sentido.
Só que hoje, e muito por causa da maternidade, eu amadureci. E as minhas reflexões passaram a ser mais profundas. Mais sinceras. Por mais que tente mascarar com as chateações acima, eu sei lá no fundo que o verdadeiro motivo para o borrocochô não é esse. Pois se eu pensar bem pra cada situação tem um jeito. Vejamos:
1.     É compreensível a mudança no soninho da Ana. Nesse mês iniciamos a papinha de fruta e ela ainda está se acostumando. Toda alteração na rotina influencia no sono do bebê.  Então ainda é cedo para desespero. É aguardar e confiar como diria Didi Mocó.
2.      Posso deixa-la em outra creche até o dia 23. Talvez minha mãe possa vir (sonho) ficar com ela durante esses vinte dias. Um milagre pode acontecer e surgir uma vaga até lá. Quem sabe?
3.     Já esse ponto é ligar “tô nem aí” mesmo. Tipo tô caída, mas tô na moda! Vou comer docinho, dar risada com meus amigos e parar de neura. Deixar o perfeccionismo para as globais, afinal minha cria mama livremente e disso não abro mão.
Como achei solução pra algumas e descobri que não dou tanta importância assim para as sem solução imediata, encontrei o verdadeiro motivo do borrocochô: O meu eterno questionamento sobre escolha profissional.  Antigamente, de forma imatura, eu ficava inventando motivos ou aceitando os que me sugeriam. Agora, com Aninha, tive que me conscientizar: mimimi e chororô não me levam a lugar algum. Deixar tudo no campo da mentalização de nada adianta. Tenho que definir, me jogar, arriscar...
E isso tá me inquietando. Tá me estressando. Ô Jesus!  Tá dando até post desabafo. Por que sei, hoje entendo, que isso requer mudanças mais profundas. De personalidade. Que até agora eu empurrei com a barriga. Se eu deixar vou morrer assim que nem Gabrieeela! E coisa mais chata é ter passado por esse mundo sem realizar.  
Vocês não acham?

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Você sabe que virou mãe quando

Postado por Flávia às 05:15 2 comentários
Gastou horrores no home planejado.

Chamou de tchutchuco e fez mil planos pra ele.

E hoje ele é ricamente decorado ...

com os brinquedos da sua filha!

Ultima tendência.


domingo, 27 de novembro de 2011

Você sabe que virou mãe quando...

Postado por Flávia às 16:34 1 comentários
Seu surto consumista (para afastar a deprê) se resume em entrar na L'Occitane e gastar 55 pilas num shampoo ...

Pra sua filha.  Que mal tem cabelo!

E voltar para casa sem NADA pra você, mas se sentindo beeeem melhor.

Aninha e seus looongos cabelos

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Crescimento da filha. Sofrimento da mãe.

Postado por Flávia às 05:24 2 comentários
Todo mundo sabe como é mãe de primeira viagem. Tudo que o filho faz é incrível, único e nunca na história desse país uma criança foi tão esperta como a sua. Comigo deve ser pior ainda porque eu nunca convivi de forma próxima com outro bebê. Então a cada dia sou surpreendida com uma novidade da minha mocinha.

Esse introdutório todo é para contar que a garota já está ensaiando sentar. No final do quarto mês a criança já está querendo sentar. E eu fico boba gente. Como pode? As mães já acostumadas com essa turma prafentrex podem achar super normal para idade, mas eu que estou no primeiro filho e ainda sou do tempo que criança não abria os olhos logo que nascia, fico abismada.
Aconteceu assim. Um belo dia coloco Ana deitada no bebê conforto. Vou me ajeitando no carro com as 230 sacolas e quando olho a menina está lá se esforçando. Em um segundo ela levantou o dorso, sentou no bebê conforto e ficou segurando com as mãos em cada lado para se apoiar. Sentada. Sentada! Quequeisso minha gente? Ficamos, eu e o pai, abestalhados.

É claro que ela só consegue ficar por alguns segundos. Mesmo assim eu já levantei a grade do berço. Vai que a menina resolve sentar de uma vez e me pula daquele berço. Sei lá. Melhor prevenir...

O ponto máximo dessa descoberta foi quando levei para visitar o pai no trabalho. Chegamos no meio de uma reunião. È claro que o pai foi logo colocando a filha no colo. E lá ficou a menina encostada  como se trabalhando estivesse. Depois o pai me contou,todo orgulhoso, que no meio da reunião ela se colocou novamente na posição sentada e ficou escutando o chefe falar. Séria. Como se compreendesse tudo. Figura demais!
Sinto-me privilegiada por acompanhar de perto o desenvolvimento da minha filha. A cada dia um riso novo, uma forma de se comunicar diferente. Eu tenho vivenciado como tem que ser. A melhor coisa do mundo e efêmera também. Passa rápido e por isso me entrego totalmente.

Daí que estou tristinha esses dias porque essa delicia integral tem prazo de validade. Janeiro eu retorno ao trabalho e o rápido passar do tempo me deixa angustiada. Só em pensar em deixar meu bebê durante todo o dia e só encontrar a noite. Lágrimas,lágrimas,lágrimas.

Reflito muito e reconheço que a maior dificuldade é minha e não de Ana. Sei que na maioria das vezes as crianças tiram de letra. Como quando achei que ela não conseguia dormir sem ficar grudada na gente. Viajamos para Salvador e lá não teve o pai para ficar grudada. Teve cama enorme para se espalhar todinha. No primeiro dia me agarrei nela para garantir uma boa noite sono. Era a primeira noite fora de casa e ela podia estranhar. No segundo dia,de tanto minha mãe falar, passei para o outro lado da cama e deixei a vontade. Surpresa! Nada mudou. Nenhuma alteração. Ana dormiu tranqüila como sempre acordando apenas na madrugada para mamar.

Voltei pra casa e na mesma noite ela dormiu no berço. Sem precisar do abraço do pai ou da mãe. Ela estava pronta pra isso e eu que não percebi. Talvez eu não estivesse pronta e esqueci de sentir/tentar entender a necessidade dela. Graças a Deus que essa viagem aconteceu para me mostrar isso. E eu quase desisti de ir por causa de todos esses medos. Será que Ana vai dormir bem? Será que vai estranhar? E a cadeira de balanço vai ficar. Como vamos fazer pra ela dormir? Será? Será?
Agora talvez esteja projetando os meus “serás?” nela também. Entendo que preciso trocá-los por deixar acontecer. Trocar o sofrimento antecipado por vamos viver esse momento único e deixar o amanhã para amanhã. Aprender o ensinamento: “Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.

Ô máxima difícil de aprender viu Jesus?

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Bebê e Mamãe - 4 meses

Postado por Flávia às 05:59 2 comentários

Desculpem a falta de noticias. Os cochilos diurnos da minha princesinha ainda são irregulares e ás vezes 20 minutos é mais que suficiente para recarregar a bateria. A noite quando ela dorme, geralmente as 19:30, eu capoto juntinho. É neném pro lado e mamãe pro outro nanando pesado. Então apesar das muitas histórias eu tenho pouco tempo.
Vamos as novidades. Senta que lá vem história...

Aninha
Gostosa, gostosa, gostosa...
Já se tornou uma mocinha de 4 meses que as vezes pensa que já tem 6. Não é muito adepta a ficar deitada no colo. Gosta de ficar em pé, escalando a barriga até chegar no peito da mãe ou de qualquer um que a esteja carregando. Aprendeu a fazer bola de cuspe com a mãe e com o pai aprendeu a bater as pernas durante o banho derrubando 50% da água da banheira. Só ensinamos o que presta, não?
Agora estou ensinando a soltar beijo e falar mamãe. Tudo bem que ela só tem quatro meses né, mas estou investindo no time da mamãe desde cedo para ser a primeira palavra dela. Ui que emoção! O pai aposta que todo o meu trabalho será em vão e papai virá primeiro.
Sofreu muito com cólica até o segundo mês e meio mais ou menos. Digo mais ou menos porque a minha mente parece que bloqueou boa parte desse período nebuloso na vida do bebê e da mamãe e para mim é difícil relatar com exatidão o tempo que durou e como aconteceu. Bebê choramingava o dia todo e no final da tarde o choro vinha com força pontualmente as 18:00. Alguns dias começava mais cedo...
Chorava bebê do lado e mamãe do outro. Desespero total de mãe de primeira viagem. Muitas visitas ao pediatra, muitos “calma bebê, vai passar vai passar” muitas lágrimas do bebê e visitas da avó para acalmar a mãe. Sim, no auge do desespero a super vovó veio voando de Salvador socorrer as duas meninas choronas. E assim como veio de uma hora para outra o tormento se foi, antes mesmo de completar o terceiro mês como previa o pediatra.
Depois ainda enfrentamos o refluxo que impedia Aninha de mamar tranqüila e a deixava nervosa o tempo todo. Esse porre praticamente roubou a personalidade da minha filha até ser diagnosticado e tratado. Ana passou de criança calma a um gremlin chorão e irritado o tempo todo. Esse assunto até dava post assim como a cólica também, mas o que é importante dizer por hora é que já está tudo ok e a gatinha voltou a ser calma e risonha de novo.
Começamos agora a fazer os primeiros passeios mais demorados como almoçar fora, shopping e mercado central. Tudo com calma sem forçar o tempo dela ou sair completamente da rotina. No começo fiquei ansiosa por voltar a vida social de vez, mas entendi que o bebê tem o seu tempo e o ideal é ensiná-lo com calma. Assim fomos criando um plano para que ela se acostumasse a “rua” sem choro / irritação. Começamos com passeios de 20 minutos e fomos evoluindo até esse final de semana no qual fomos ao mercado central super barulhento e calorento. Bebê nos surpreendeu e o bom humor durou todo o passeio. Até rendeu um almoço fora no mesmo dia. Comportamento nota dez!
Agora se prepara para os próximos capítulos da sua vida de bebê: Provar outros sabores além do leite materno (o pediatra liberou os sucos mantendo LM como principal refeição)  e a escolha da creche, pois a mamãe volta a trabalhar em janeiro e quer começar a fase de adaptação em dezembro. Situação esta que tem deixado a mamãe super triste!
E falando em mamãe...
Resolveu tomar vergonha e tomar aulas de direção para finalmente utilizar a carteira de motorista. Gente, morro de medo. Medo não.Tenho pavor.
Tirei a habilitação em Salvador e comecei a dirigir lá sempre acompanhada pelo maridão. Quando mudei para Aracaju comecei novamente a treinar, mas o momento não era dos melhores e dois fatos me afastaram do volante. Estava super nervosa com a mudança, com o novo trabalho, com a falta da igreja e dos amigos. Não dormia bem, não comia bem, não estava nada bem. Péssimo momento para a direção, então aconteceu o seguinte:
1.     Esqueci o freio. Sim, pode rir! Esqueci onde ficava o freio, entrei pela contramão e quase mato o marido de susto.
2.     Encostei no fundo de um carro.Novamente porque esqueci o freio. Nem arranhou o carro da frente, mas o dono (um menino alucinado) desceu do carro protegido pela mamãe louca e começou a fazer o maior escândalo. Juro, que o carro não sofreu sequer um arranhão, mas a criatura deu a louca porque papai tinha acabado de lhe dar o carro de presente. Um bafafá!
Depois disso resolvi dar um tempo. Era muita coisa ao mesmo tempo e eu não tinha condições de lidar com a maldade das pessoas. Buzinadas, fechadas e escândalos de playboy era muito para minha cabeça. Desisti.
Agora com Aninha não deu mais para protelar e estou de volta ao volante. Oremos.
A licença maternidade está chegando ao fim e eu arrasada por ter que deixar Ana na creche. Não tenho confiança de deixar com babá, até porque não tenho família para ajudar a cuidar de Aninha. Sendo assim acredito que a creche seja mais segura. Vou visitar duas nesta semana para que ela comece a freqüentar antes do meu retorno. Assim vamos acompanhar com calma a adaptação. Tentarei atualizar o blog sobre as novidades da creche.
Por ultimo, estou sentindo falta de amigas mães em Aracaju. Pra trocar idéias mesmo, principalmente sobre opções na cidade para nossos filhos. Por exemplo, aulas de musicalização para bebês. Já busquei na net e não encontrei profissionais em Aracaju. E peças teatrais para bebê? Aqui tem? Quero que Aninha tenha contato com música e cultura  e não estou encontrando.  outras coisas.
Já conheci a Kyu, fiquei super feliz com comentário da Gi e da Vivyane e quero conhecer outras meninas de Aracaju.
Tem tanta coisa pra contar, mas vou parar por aqui pra não virar um post livro.
É isso que dá ficar tanto tempo fora.


segunda-feira, 13 de junho de 2011

Gansa do ovo de ouro

Postado por Flávia às 06:51 2 comentários


Comemoração do dia dos namorados antecipada com direito a passeio romântico na orla da cidade. Depois de muitos beijinhos e carinho avistamos um bando de gansos andando enfileirados na beira da lagoa.

- Olha amor que lindinhos! A barriga arrastando no chão e andando com uma patinha lá e outra cá.

Marido olha bem para os gansos. Analisa um pouquinho. Ensaia um sorriso e dispara:

- Igualzinho a você!

É assim mesmo minha amiga. Cheguei na 38ª semana.

Uma gansa pronta para colocar o ovo de ouro!


sábado, 16 de outubro de 2010

Notas da vida de gente grande

Postado por Flávia às 18:10 3 comentários
Voltei ao médico para revisão. Após dias de bota e braços malhados pelo uso das muletas, tinha esperança de sair bailando pelos corredores do hospital. Mentalizei passos perfeitos a la ballet bolshoi. Em minha mente planejei a primeira apresentação: Chego ao escritório na segunda e antes do bom dia matinal inicio uma belíssima interpretação do lago dos cisnes. Invado a sala majestosamente distribuindo piruetas. Com a força que adquiri nos braços nos últimos dias, consigo até jogar pra cima um dos colegas. No final, ao som dos aplausos, encerro com um perfeito e equilibrado Cabriole.

No corredor do hospital partilho meus devaneios com o marido que apenas sorri e balança a cabeça. Até consigo ouvir o pensamento dele: É doida de pedra meu Deus!
O médico me convida a entrar no consultório. Pulo confiante até a cadeira e respondendo ao questionamento do doutor começo a relatar:
-Pisei no buraco e virei o pé. Aqui tá a radiografia e blá blá blá blá. O médico da emergência pediu que eu ficasse com imobilizador por 5 dias e patati patatá piriri pororó. Então hoje completou o quinto dia e eu queria confirmar se posso tirar o imobilizador.
O médico olha bem no fundo dos meus olhos e responde:
- Não.
Simples assim!
Ao fundo vejo sair pela janela do consultório o collant e a saia de tule, mas agarro a sapatilha de ponta, afinal são só mais três dias com imobilizador. Pedirei ao meu agente que remarque a apresentação.
Ai, ai, devaneios de gente grande...

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Notas da vida de gente grande

Postado por Flávia às 12:16 4 comentários

Sinto falta de muita coisa da minha terra.
Além do pacote básico, família amigos e igreja, sinto falta daquela prainha com água profundamente azul. Sim, o azul do mar da Bahiaaaa... Do balanço do mar azul e eu na cadeira só espiando, dando os golinhos na água de coco e esperando o meu acarajé quentinho...
Então desde que cheguei aqui em Aracaju procuro uma praia com ares de Bahia. E nesse final de semana, acompanhada da família que veio me visitar, conheci a Praia do Saco.

Imagem: belezas-naturais.blogspot.com


E claro que me emocionei,  claro que fiquei horas no mar, claro que no final, embalada pela alegria de ter encontrado a praia da felicidade em Sergipe, eu apostei corrida com meu marido na água, e claro que durante a corrida eu pisei em um buraco, caí na areia e torci o tornozelo.


Também o que eu queria? Tanto tempo sem ir à praia. Desaprendi.
Nota II : Os ajudantes do The Flash retornaram as obras no AP. No meio da semana aprontaram uma que me fez chorar com o braço apoiado na parede, no melhor estilo Kiko. The Flash, prestes a ser demitido, pediu encarecido perdão e uma nova chance. OK uma nova chance foi dada. Até agora está tudo bem, nada a reclamar e o AP fica pronto na próxima semana.         
I Believe! I Believe...

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Desilusão, Desilusãaaaao...

Postado por Flávia às 05:59 7 comentários
Depois das eleições The Flash o pedreiro não é mais o mesmo!
Apareceu completamente embriagado para pegar o pagamento da semana.
Isso tudo depois de nos deixar 1:30 esperando no lugar marcado e sugerido por ele mesmo.
Depois de mil ligações na tentativa de localizá-lo, chega a criatura atrasada e bêbada perguntando o porquê de marcar naquele lugar...


Após o fatídico episódio, não apareceu no AP e não liga para dizer se ainda vive.
Eu, pessoa extremada da relação, sugeri trocar a fechadura e procurar outra pessoa.
Marido, pessoa abençoada, decidiu dar mais uma chance.
Falou , falou e falou até me convencer. Primeiro começou a enumerar as pessoas que conhecemos que têm problemas com bebida. Depois ressaltou que o trabalho foi muito bem feito até agora.
A tacada final foi quando abriu a Bíblia e começou a ler o ensinamento de Jesus sobre o perdão: Mateus 18:21-35 .
Portanto, escutando a sabedoria do Mestre e do Marido, aguardo o final da semana para confirmar se a deslizada do The Flash foi momentânea ou definitiva. 
Oremos.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

O Ap

Postado por Flávia às 18:25 0 comentários
Quando chegamos em Aracaju encontramos o apartamento para alugar apenas uma semana antes e só assinamos o contrato de aluguel no dia da mudança. Só para imaginar como a  coisa foi frenética, o caminhão com os móveis  só chegou a noite e foi a simpatia do porteiro que convenceu o sindico a permitir a mudança .
Colocaram os moveis no apartamento com tanta pressa que deixaram o meu sofá em pé no corredor.  : P
O apartamento que alugamos é amplo, porém não tem nenhum armário. Nossas coisas tiveram que continuar encaixotadas, pois eu não tenho onde colocar. Resultado:

Fala verdade. Não é o samba do crioulo doido?

A verdade é que completo um ano nesse apartamento alugado e eu simplesmente nunca consegui criar amor pelo bichinho. Na minha mente sempre ficou o pensamento que eu deixei meu AP tchutchuco em Salvador e vim morar na casa da Mãe Joana.  Não se pode fazer nada em apartamento alugado porque depois você ainda tem que pagar para desfazer tudo que foi necessário fazer para tornar o local habitável. Como eu não plantei mudinhas de dinheiro preferi encarar a zona de guerra durante 1 ano.
Daí calhou que faltando 5 meses para vencer o contrato eu engravidei. A idéia era renovar o contrato de aluguel por mais 1 ano e juntar  as moedinhas necessárias para comprar uma casa. Só que com filho tudo muda né? Eu aguento viver “NO LIMITE”, mas colocar meu príncipe ou princesa no “mêi das caixa” é desnaturamento  demais!
Começou a correria para comprar a nossa casinha antes do contrato vencer e graças ao Senhor encontramos o nosso mais novo tcutchuco:


Com varandica todo tirando onda!

A parte triste é que no segundo mês descobrimos que a gravidez era anembrionaria. Depois de um chuá chuá e vários procedimentos para que eu expelisse o saco gestacional, comecei a entender que o melhor está por vir e que se o BB não veio agora, quando ele vier encontrará um lar pronto cheinho de amor.
E nesse ano de muitas mudanças em que eu ganhei e perdi um filho em dois meses , parece que dei um salto e a mente assimilou como anos de vivência. Essas experiências eu vou contar aos poucos, mas agora vamos ao momento delicia que estou vivendo.

A REFORMA!!!!


Assunto do próximo post.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

A mudança

Postado por Flávia às 17:22 1 comentários

Antigo Farol de Aracaju -  Foto: Alejandro Zambrana

Conhecemos Aracaju em uma das nossas viagens fugindo do carnaval.  Fugindo como fazíamos nos anos em que sobrava grana, porque D-E-T-E-S-T-A-M-O-S carnaval.  E na Bahia quem não vai para o carnaval é obrigado a assisti-lo pela televisão.
Sem brincadeira, são seis dias e meio de sofrimento zapeando a TV. E tome rebolation, remake de boquinha da garrafa, lá vai lá vai descendo na cordinha...  A visão do inferno!  Ui!
Voltando ao assunto, em um desses momentos viemos parar em Aracaju e ficamos apaixonados.  A cidade é tranqüila, com aquela calma de interior, mas com toda a infra-estrutura de uma cidade grande. Naquele momento nós começamos a sonhar que um dia, quando já estivéssemos velhinhos, poderíamos morar aqui.
Passados muitos anos, quando menos esperávamos , Deus antecipou o nosso sonho. Tava lá eu e meu esposo passando um perrengue danado nos nossos empregos (eu chorava todos os dias quando chegava ao trabalho). Aliás, o negócio estava tão apertado que eu chorava até com comercial de cachorro na TV.  TPM forever!
Resumindo, lá estávamos nós pedindo ao Senhor sabedoria e surgiu a oportunidade do meu esposo ser transferido para Aracaju.  No final do dia ele vai me buscar no trabalho e pergunta:
-Amor quer ir morar em Aracaju?
-É claro! (Toda inocente pensando que ele estava apenas planejando.)
-Então nós vamos!
Eu ainda fiquei um tempo com cara de Pedro Bó pensando que ele estava brincando, mas nessa brincadeira nos mudamos 30 dias depois, deixando nosso apartamento, amigos e família, mas com uma promessa de muitas bênçãos nessa nova cidade.
O começo não foi fácil. Deixamos nossa igreja e muita gente que amávamos.
Mas como a cada dia temos mais certeza que a nossa vinda para cá foi direcionada por Deus, deixamos as coisas passadas e todas as coisas se farão novas.
 O que nos leva ao ap, mas dele eu falo no próximo post.

domingo, 19 de setembro de 2010

Vida de gente grande!

Postado por Flávia às 12:09 0 comentários
“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.” Fernando Pessoa
É isso ai! O tempo da mudança chegou e com ele o aumento da responsabilidade, a insegurança e o medo das escolhas. Mudei de estado,  de trabalho,  amadureci e às vezes me pego pensando: A menina está virando gente grande!
Estava protegida na minha cidade, cercada por uma redoma de amor formada por meus amigos e familiares e desembarquei com meu esposo em um novo lugar sem conhecer e ser apoiada por ninguém. Fui descobrindo que eu era mais forte que pensava e que pra onde quer que vá ou qual mudança aconteça, se você confiar em Deus fica mais fácil conquistar a confiança necessária em si mesmo.
Esse blog a princípio vai narrar as aventuras de uma dessas mudanças: O meu primeiro AP na nova cidade.  Após um ano vamos finalmente entregar o apartamento alugado e ir para o nosso lar.
 Não quero limitá-lo e por isso ele não falará apenas sobre a reforma.  Ela é apenas um dos novos acontecimentos da minha nova vida. Vida de gente grande!
 

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