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quarta-feira, 17 de julho de 2013

Para minha filha - 2 anos

Postado por Flávia às 13:39 2 comentários
Minha filha,

Você completou dois anos.
Tenho tanta coisa para te contar. Fiquei tanto tempo sem registrar nada.

Você deixou de mamar com um ano e onze meses. Eu já percebia que você só pedia o pêpê quando estava com sono ou querendo chamego. Quando eu precisava sair e você ficava com sua vó Celeste, muitas vezes passava o dia todo sem mamar. E além disso, há muito tempo só mamava no peito esquerdo. Comecei a perceber que preferia mais o bubu que o peito.
Aos pouquinhos fui conversando e explicando que já era uma mocinha e não precisava mais do pêpê.  E você foi deixando sem sofrimento. De vez em quando esquece e vem com a boca aberta no pêpê, mas nem chega a fechar a boca. Fica me olhando e brincando e sai sem mamar.

Você é linda, minha filha. Tem o cabelo cacheado e claro. Tem os olhos da sua mãe e o formato do rosto do seu pai. É esperta, carinhosa e amorosa. Conta até 10 e conhece todas as letras. Ama cantar e pular. E faz isso o tempo todo. Tanto que o brinquedo que vc mais gosta e pede para os seus pais te levarem é o pula pula.
É sociável, adora casa cheia e brincar com outras crianças. Chora quando as pessoas vão embora ou quando está brincando e o amiguinho precisa ir para casa. Você se apega as pessoas tão facilmente. É dada. É puro coração.

Algumas pessoas te acham séria no primeiro minuto, mas basta um tempinho brincando para conhecer a sua risada. Vc tem uma memória incrível. Consegue lembrar de brincadeiras e lugares que foi mesmo depois de muito tempo. Fiquei surpresa quando vi você brincando ontem e repetindo os nomes do papai e da mamãe que a sua vovó Celeste ensinou: mamãe Falva e papai Macus. Ontem também nós fomos ao pediatra, após seis meses. Para minha surpresa, você reconheceu o consultório e foi sozinha até a porta. E lá ficou esperando até ele abrir.
Continua louca por seu pai (desconfio que vai ser a vida toda). Ele é paciente e presente. Ama tanto vc. Vcs tem brincadeiras próprias. O banho de banheira com todos os bichinhos, as cosquinhas, as mordidas, as canções... E eu babo observando tudo. Ele canta assim: Princesinha do  papai. Ela é a coisa linda mais gostosa do pai. Ela é princesa. Ela é amor. Ela é a coisa linda mais gostosa do ...  O mais bonito é que você completa: pai

Acho que herdou do seu pai o amor pelos animais. Hoje você chorou copiosamente porque queria brincar com um cachorro, mas a dona avisou que ele mordia. Mesmo com os latidos e ranger de dentes, você não se conformou. Não sentiu medo. Queria entrar na casa e brincar com o cachorro. Você é tão corajosa e confiante.
Eu tenho tentado ser uma MÃE pra você. Sabe aquelas super mães? Mas no final sempre descubro que sou humana. E tento não me martirizar pelos erros, mas refletir e supera-los. E comemorar os acertos junto com você. Estou aprendendo, minha filha.

O que eu sei é que te amo avassaladoramente. Você me ensinou o amor ágape de Cristo. O amor verdadeiramente incondicional. Tenho procurado ser melhor em tantos aspectos e essa vontade nasceu junto com você.
Espero que quando for a sua vez de viver a maternidade essas palavras te ajudem um pouco. Se a sua mãe venceu e formou essa mulher maravilhosa que tenho certeza que você (Aninha do futuro) é, imagina você, minha filha. Tão alegre, amorosa e corajosa. Você pode muito mais.

Confie em Deus. Confie em você. Conte comigo.
E com meu amor.

Pra sempre.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Para minha filha - 4º Mês

Postado por Flávia às 05:23 2 comentários
Carta escrita em 22/11/11.
Aninha,

Esse seu quarto mês passou tão rápido!  Você está crescendo tão esperta, amorosa e sorridente. Às vezes tem lampejos da personalidade da mamãe. Como quando você se irrita com algum brinquedo e impaciente grita. Ou quando se aborrece e abre um bocão pra chorar. Nessas horas sua mãe diz que você quer tudo do seu jeito.  E o seu pai rindo responde: Não sei a quem puxou...

E o seu pai, filha. Esse seu pai... Cada dia mais orgulhoso das suas conquistas, do seu crescimento de você da cabeça aos pés. Está sempre munido de uma foto nova ou de um vídeo da sua mais recente peripécia. E se antes o assunto dele no trabalho era a mamãe, agora é vc. Tanto que os colegas vivem perguntando qual a novidade da Aninha. E ele desata a falar! Já ganhou apelido de babão.   
Defende a paternidade participativa com unhas e dentes. Quando ouve a ladainha machista ”quem cuida é a mãe”, seu pai prontamente responde: Pois lá em casa, nós dois cuidamos! Faz questão de ter momentos só de vocês dois. Como um banho da noite seguido da massagem que a mãe tem que sair de perto mesmo, pois ele te ensinou a jogar água pra todo lado. Criança feliz faz bagunça no banho! Responde quando a sua mãe finge que está reclamando.
De vez em quando sua mãe se emociona quando olha pra você. Ela se sente tão incrivelmente abençoada por ter vocês dois. Agradece todos os dias quando lhe coloca no berço de madrugada depois de mamar.  E ora. Pede a Deus que proteja a nossa família. Agradece pelo amor que ele derrama todos os dias sobre nós.
Ontem, mamãe percebeu que não estava registrando os seus momentos. Não falo de fotos filha, mas das particularidades de cada mês da sua vida de bebê. E o tempo está passando muito rápido. Não quero que essas memórias se percam. O meu desejo é que um dia você possa ler e até comparar com os seus próprios filhos. Sentimentalismos da sua mãe. Você já deve conhecer. Quando estiver lendo isso eu já devo ter chorado em trocentas festas da sua escola e todos os natais. Além de fazer discursos emocionados sobre o quanto eu e seu pai a amamos e queremos que você seja muito feliz.
Você também já deve saber que a sua mãe gosta de organizar tudo por tópicos. Quando ela percebeu que não estava guardando as suas memórias mês a mês desatou a relatar numerando tudo. Alimentação, sono, desenvolvimento e por aí vai. É louca mesmo, meu bebê!  Maluca beleza. Deu até alivio quando finalmente consegui organizar.  
Quero que você saiba também como me sinto. O quanto amadureci quando me tornei a sua mãe. Parei de me importar tanto com a opinião dos outros sobre mim. Tornei-me melhor em tantos sentidos. Mais segura. Mais tudo. Ainda tenho meus medos, mas quando penso em você sinto que posso superar qualquer coisa. Bem piegas né filha? Mas sua mãe é assim mesmo. Você já sabe.
Com você aprendi a aceitar meus erros. Até os de mãe iniciante que sou. E quando você me olha, com esses olhos graúdos que parecem enxergar lá no fundo da alma, eu sei que consegue enxergar (sentir) a pessoa melhor que me tornei por você.
Ai, ai... É o que queria te dizer para me despedir do seu quarto mês e abraçar os meses que virão. Palavras de mama italiana.
Bem melosas.
Mas você já sabe.
 

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