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quarta-feira, 17 de julho de 2013

Para minha filha - 2 anos

Postado por Flávia às 13:39 2 comentários
Minha filha,

Você completou dois anos.
Tenho tanta coisa para te contar. Fiquei tanto tempo sem registrar nada.

Você deixou de mamar com um ano e onze meses. Eu já percebia que você só pedia o pêpê quando estava com sono ou querendo chamego. Quando eu precisava sair e você ficava com sua vó Celeste, muitas vezes passava o dia todo sem mamar. E além disso, há muito tempo só mamava no peito esquerdo. Comecei a perceber que preferia mais o bubu que o peito.
Aos pouquinhos fui conversando e explicando que já era uma mocinha e não precisava mais do pêpê.  E você foi deixando sem sofrimento. De vez em quando esquece e vem com a boca aberta no pêpê, mas nem chega a fechar a boca. Fica me olhando e brincando e sai sem mamar.

Você é linda, minha filha. Tem o cabelo cacheado e claro. Tem os olhos da sua mãe e o formato do rosto do seu pai. É esperta, carinhosa e amorosa. Conta até 10 e conhece todas as letras. Ama cantar e pular. E faz isso o tempo todo. Tanto que o brinquedo que vc mais gosta e pede para os seus pais te levarem é o pula pula.
É sociável, adora casa cheia e brincar com outras crianças. Chora quando as pessoas vão embora ou quando está brincando e o amiguinho precisa ir para casa. Você se apega as pessoas tão facilmente. É dada. É puro coração.

Algumas pessoas te acham séria no primeiro minuto, mas basta um tempinho brincando para conhecer a sua risada. Vc tem uma memória incrível. Consegue lembrar de brincadeiras e lugares que foi mesmo depois de muito tempo. Fiquei surpresa quando vi você brincando ontem e repetindo os nomes do papai e da mamãe que a sua vovó Celeste ensinou: mamãe Falva e papai Macus. Ontem também nós fomos ao pediatra, após seis meses. Para minha surpresa, você reconheceu o consultório e foi sozinha até a porta. E lá ficou esperando até ele abrir.
Continua louca por seu pai (desconfio que vai ser a vida toda). Ele é paciente e presente. Ama tanto vc. Vcs tem brincadeiras próprias. O banho de banheira com todos os bichinhos, as cosquinhas, as mordidas, as canções... E eu babo observando tudo. Ele canta assim: Princesinha do  papai. Ela é a coisa linda mais gostosa do pai. Ela é princesa. Ela é amor. Ela é a coisa linda mais gostosa do ...  O mais bonito é que você completa: pai

Acho que herdou do seu pai o amor pelos animais. Hoje você chorou copiosamente porque queria brincar com um cachorro, mas a dona avisou que ele mordia. Mesmo com os latidos e ranger de dentes, você não se conformou. Não sentiu medo. Queria entrar na casa e brincar com o cachorro. Você é tão corajosa e confiante.
Eu tenho tentado ser uma MÃE pra você. Sabe aquelas super mães? Mas no final sempre descubro que sou humana. E tento não me martirizar pelos erros, mas refletir e supera-los. E comemorar os acertos junto com você. Estou aprendendo, minha filha.

O que eu sei é que te amo avassaladoramente. Você me ensinou o amor ágape de Cristo. O amor verdadeiramente incondicional. Tenho procurado ser melhor em tantos aspectos e essa vontade nasceu junto com você.
Espero que quando for a sua vez de viver a maternidade essas palavras te ajudem um pouco. Se a sua mãe venceu e formou essa mulher maravilhosa que tenho certeza que você (Aninha do futuro) é, imagina você, minha filha. Tão alegre, amorosa e corajosa. Você pode muito mais.

Confie em Deus. Confie em você. Conte comigo.
E com meu amor.

Pra sempre.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Ana e sua avó

Postado por Flávia às 08:22 1 comentários
É com carinho que observo a relação que Ana está construindo com minha mãe.

Minha mãe sempre esteve presente nos perrengues da recente caminhada da Aninha. Nos primeiros dias de nascida, quando eu ainda não tinha leite para alimenta-la, a avó dormiu com ela sentada no sofá da maternidade. A única posição que acalmou o bebê. Nas cólicas e nas crises de refluxo. Na primeira gripe e consequentemente sua primeira ida a emergência de hospital. A vovó milagrosamente aparecia sempre nos momentos em que Ana mais precisava. Minha mãe mora em outra cidade e em alguns momentos que ela veio nos visitar foi coincidentemente nos que mais precisávamos do seu colo. Sei que nunca foi coincidência.  Sei o quanto essas duas estão conectadas. E admiro tanto isso.

Acho incrível a relação das duas. E vejo Ana respondendo a isso de uma forma especial.

Minha mãe é a única pessoa que Ana vai para o colo imediatamente, sem estranhamentos, apesar de passar meses sem ver. Aprendeu a engatinhar com desenvoltura e começou a andar de verdade na casa da avó. Das cinco primeiras palavras duas foram ensinadas pela vovó. Pombo que ela pronuncia Pom e miau complementando a musica “Atirei o pau no gato”. A terceira foi bó ( vó) que ela falou nessa semana durante mais uma visita da minha mãe. Semana esta que ela ficou resfriada e nervosa em razão de mais dois dentinhos. E avó do lado entretendo, amando e sugerindo soluções para acalma-la.

Lembro de ouvir uma senhora que tem um neto da mesma idade de Ana. Ela falava de como gostava do neto e o quanto admirava a mãe que a filha tinha se tornado. Porém, a única coisa que a entristecia era que a filha não lhe tinha permitido ser avó. E por mais que ela quisesse participar com seus conselhos de quem já tinha sido mãe, nunca conseguiu. Um dia a filha ligou chorando porque precisou levar o bebê ao hospital e lá como uma boa emergência que se preze já tinham furado a criança desnecessariamente uma serie de vezes. Era um caso leve de desidratação. Com tristeza a avó constatava que a filha só a procurou em último caso. Lembro ainda de suas palavras: “Se me procurasse no inicio orientaria a dar bastante água, mas agora depois de dias e já no hospital, o que eu poderia fazer”. Ali a minha experiência não valia mais nada.

Eu , naturalmente, sempre respeitei e busquei a presença da minha mãe nos cuidados com Ana. Nunca me senti invadida ou pressionada. Acho que tudo se resume a como você se posiciona diante dos acontecimentos e das pessoas. Se com tranquilidade e respeito, dessa mesma forma também receberá. Ouço, analiso e tomo as minhas próprias decisões de acordo com o meu jeito de maternar. Nunca desfaço do que ela aprendeu e da sua experiência como mãe. Não há forma melhor ou pior. Apenas diferente.

E acho que estou no caminho certo na relação mãe e filha que prossigo vivendo e na relação neta e avó que está se construindo. Os bons frutos são incontestáveis. Vejo o amor, o companheirismo e a cumplicidade evoluindo em cada relação. Vejo uma parceira que antes era só minha se tornar também essencial na vida da minha Ana. Uma parceira de caminhada para os bons e não tão bons momentos. Como não estimular e buscar algo assim? Como não permitir que a minha filha viva esse amor?

Amor de vó. Casa de vó. Cheiro de vó. Lembrança pra toda vida que não negarei a minha filha. Seguirei realizando as minhas escolhas, respeitando a experiência e as diferenças. Sim. Acho que nesse quesito serei um bom exemplo para Ana. Espero sinceramente também colher incontestáveis frutos dessa semente. E um dia viver essa relação de amor com os meus netos.

domingo, 11 de março de 2012

8 meses

Postado por Flávia às 23:42 2 comentários


Muitas vezes me pego tentada a não mais atualizar o blog.  Por causa da correria da vida, da falta de tempo e tantas outras desculpas. Mas quando (numa madrugada dessas da vida) consigo reler os posts passados, reconheço a importância de mantê-lo para que os registros do crescimento de Ana não se percam.
Sou das que gostam de organização, mas sofrem muito para colocar em prática. Nunca consegui manter diário ou agenda por muito tempo. Começava recheada em janeiro e lá pra junho as páginas em branco ficavam frequentes até que em novembro não tinha mais nada escrito. No máximo um feliz natal rabiscado em rosa e um adeus ano velho pra comprovar que eu estava viva no final do ano.

O blog ajuda muito essa criatura aqui a não fazer o mesmo com a história da filha. A cada fase de Ana eu encho a minha mãe de questionamentos. E o principal: Eu era assim?/Eu fiz assim? Na maioria das vezes ela sabe a resposta, mas tem coisas que se perderam no tempo. O meu desejo é que os detalhes, os sentimentos sejam no futuro conhecidos por ela na sua forma mais pura. Escritos no "agora". E é por isso que aos trancos e barrancos, vou mantendo esse espaço. Espero que por muito tempo.

Vejamos a sua vida aos oito meses, filha:
- É rápida engatinhando. Em minuto você está agarrada nas pernas da mãe na cozinha e no outro já está no corredor. Mãe de cabelo em pé e pedindo a Deus mais dois olhos pra te seguir melhor.
-No final do sétimo mês já começou a levantar segurando no sofá e hoje já consegue passar da sua cadeira de papar para o banco ao lado. Sempre segurando. Está tentando ficar em pé sem apoio e sinto que a cada dia consegue se equilibrar por mais um segundo. Acho que os primeiros passinhos estão chegando.
-Nada de dente. E o mais engraçado é que se você acorda irritada, fora do seu comportamento comum, eu e seu pai justificamos: Deve ser o dente! Até agora nem sinal...
-Você está louca por seu pai. Se ele está no quarto e te chama, você sai disparada engatinhando atrás dele. Pela manhã vocês assistem desenho juntos e muitas vezes caem no sono no sofá. O banho da noite continua sendo com o papai, só que agora é no chuveiro. Sempre uma bagunça pra variar.
-Temos uma novela a cada refeição e a mãe espera (abençoa pai!) que tenhamos um final feliz com você crescendo saudável gostando de frutas, verduras, sucos e tudo mais. Gosta do almoço. A moda atual é que só come banana e salvo raríssimas exceções nunca gosta do que prova pela primeira vez. Está melhorando em relação a água e hoje bebe mais que no mês anterior. Suco nem pensar. O que você adora mesmo é o “peitinho” e quer complementar praticamente todas as refeições com um belo mamar.
- A palavra que a mãe mais repete pra você é mamãe. De todas as formas e entonações. Você sempre ri e responde algo parecido com “neném”. Outro dia tentei ensinar Nice pra você chamar a nossa ajudadora da casa. Fiquei com a impressão que você começou o Niiiiii... Vamos ver o desenrolar nos próximos meses.
- Já faz o vem cá e o tchau com a mãozinha. É claro que só faz espontaneamente. Por enquanto nem adianta pedir para dar tchau a titia que não rola.
-Comecei a contar histórias pra você na hora de dormir. Conto os clássicos do meu jeito e você fica conversando junto, se enroscando em mim, até que o sono chega.
-Estabelecemos o horário de dormir as oito e parece que já se consolidou. Comecei o processo de ensino aos sete meses e hoje você já consegue dormir deitada sem precisar ninar no colo. Faço massagem no pé, cafuné e você vai aos poucos pegando no sono.
-Ainda não gosta do berço, mas consegue passar a maioria das noites dormindo sem pedir a cama dos pais. Não dorme a noite toda. Acorda em dias normais duas a três vezes para mamar.
-No oitavo você voltou a fazer algo lá do quarto mês. Acordar as três da madruga para brincar. Mamãe acha que é a tão falada ansiedade da separação do oitavo mês. Tratamos você com carinho e incentivamos a voltar a dormir, ensinando que noite é pra recarregar as baterias. Conversei com você muitas vezes explicando que estaria ao seu lado sempre que precisasse. Era só chamar. Hoje após alguns dias com dificuldade de manter o sono, você voltou a dormir bem.
-Foi à praia pela primeira vez. A água estava gelada por isso só molhei os seus pezinhos. Vamos retornar para um banho completo. Já gosta de piscina e vai praticamente todos os finais de semana.
Desconfiada molhando os pés no mar


É piscina mamãe? Então tudo bem!



segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

7 meses

Postado por Flávia às 19:56 1 comentários
Daí que Aninha completou sete meses assim:


Fofurice pura.
E acompanhando toda essa gostosidade, veio a fase do quero/ não quero e não adianta insistir.
Não quero essa papa: Fecho a boca bem cerrada e não adianta vir com avião que aqui não entra.
Não quero suco: Nem chá, nem café, nem guaraná, nem chocolate (licença poética tá gente? Só pra contrariar a música do Tim)
Não quero nada na mamadeira: Mastigo o bico por séculos e não sugo nadinha.
Quero dormir na cama da mamãe: Hummmm... (acompanhado do buá)
Quero mexer no vídeo game do papai: Hummmm...
Quero brincar com o cachorrinho: Hummmm...
Quero sair daqui: Hummmm...
Quero nada não: Hummmm...
E eu reclamo... Mas acho tão massa que um serzinho desse já tenha opinião.
E que já saiba comunica-las.
Ô se sabe...


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Aninha, a papinha e outras

Postado por Flávia às 06:42 0 comentários
Toda vez que começo a escrever no blog percebo que não posso (devo) ficar tanto tempo sem postar.
A memoria que já não era boa, com a idade avançando, está ficando pior.  É sério.  Tô ficando veia. 
E caduca que estou (ou sou?) me sinto falhando na missão de registrar o crescimento da minha filha. E a bichinha não espera não. Continua crescendo. Já senta sozinha, inclusive à noite dormindo, apavorando a mãe. Já fala da-da-da daquele jeitinho delicioso de bebê. Quando chora faz biquinho e arremata com um mã-mã-mã. E o pai jura que não é mamãe, mas nós sabemos que é. Né filha?
Agora aos sete meses começou a engatinhar. Meusdeusus! A coisa mais fofa do mundo. Toda cautelosa. Mede, analisa, engatinha um pouco. Para, senta, conversa um pouquinho e depois engatinha ate pegar o brinquedo. Sempre escutando a torcida babosa do pai ou da mãe: Vai filha! Você consegue! AÊEEEE!!! CONSEGUIU!!!
È delicada de uma forma... Toca nos animais com as pontinhas dos dedos. Nas outras crianças também. O encontro com o primo de 10 meses foi uma cena. Ele agarrando o braço dela com aquela força de menino e ela toda lady tocando nele com as pontas dos dedos. Pra falar a verdade ela toca em todo mundo assim. Com cuidado e gentileza.
Mas o que eu queria registrar mesmo é que aos seis meses começou a papa salgada na vida de Aninha. E no primeiro dia você tocou terror na sua mãe, garota! Recebeu uma colherzinha da comida, sentiu o gosto e abriu um berreiro! Deu dó...  Muita, muita, muita.  Só se acalmou depois de mamar e se sentir protegida daquele sabor estranho.
Mas como mamãe é brasileira, pacientemente continuou o processo durante toda a semana. E no segundo dia você chorou de novo, mas já comeu mais um pouquinho. No terceiro, não chorou e comeu o mesmo pouquinho. No quarto continuou comendo e agora você come com gosto. Pra felicidade da mamãe. Porque me dava uma tristeza ver você comendo sem a menor alegria.
O que ajudou muito foi a receita especial da vovó. A receita do tio pediatra você não gostou. De jeito nenhum. Daí que hoje você come assim: cebola, tomate e coentro cortados picadinhos. Vai pra panela com a carne cortada em cubo e um pouquinho de azeite de boa qualidade. Fica no fogo  tempero e carne pegando sabor. Joga três tipos de verdura cortadinhas e mais um pouco no fogo. Depois cobre com a água e deixa cozinhar até a verdura ficar bem molinha. Nada de sal.
Hoje,  a papinha já ganhou arroz ou feijão que você adora. O próximo passo é o macarrão cabelo de anjo indicado pelo tio pediatra. E lá vai mamãe pesquisando, inventando coisas para você crescer saudável. Até receitas goumet ela vai cobrar da tia.

Papinha chique,mon chéri!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Foi assim

Postado por Flávia às 05:15 0 comentários
A vontade de registrar os últimos acontecimentos é enorme.

Só me falta coragem de elaborar o texto.  Falta coragem. Sobra preguiça.
Muita coisa aconteceu: Natal, ano novo, viagem, papa salgada, trabalho, decisões...  
E por estar muito cansada (desgaste das tais decisões) vou fazer um trabalho preguiçoso nesse post (nesse e talvez em alguns outros) para não deixar de registrar as estripulias de Ana.  
Com vocês: O primeiro natal da Aninha em 7 fotos.
Chorou horrores em seu primeiro banho de piscina.

Aturou os pais ultra babões na noite de natal.

Precisou de paciência especial com a mãe grudenta.

Brincou com a priminha pela primeira vez.
Recebeu muito carinho e olhares de admiração.

Foi feliz na piscina de bolinha.

Pagou seu primeiro mico dançando com a mãe em público.
 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Quero meu papá

Postado por Flávia às 06:21 1 comentários
Aninha completou 5 meses e  lá fomos nós visitar o tio pediatra.
Tudo lindo. Menina crescendo. Altura 61,5. Peso 6,580.
Começou a tomar ferro, vitamina C e continua com o polivitamínico. E como já era previsto, o pediatra liberou as papinhas de fruta. Mamão, maçã, pêra, banana com farinha de aveia, ameixa... Os sucos continuam e peito sempre que ela quiser. Livre demanda.
No domingo tentamos a primeira papinha. Mamão amassadinho. Vamos ao checklist?
Mamão na camisa do pai:  OK
Mamão nas mãos da mãe: OK
Mamão em toda roupa do bebê: OK
Mamão no sofá, nas almofadas e no chão da sala:  OK
Mamão na barriga do bebê: Um tantinho assim ó.
Saldo:

Cuspi tudindo


Depois fiz cara de boneca


sábado, 19 de novembro de 2011

Ana no teatro

Postado por Flávia às 04:19 1 comentários
Cenário encanta os bebês
Já falei aqui sobre a minha vontade de proporcionar a Ana o primeiro contato com  teatro, além da música que eu adoro.  Como querer é poder (como bem disse a minha sobrinha quando tinha apenas 2 anos) , a oportunidade veio quando eu menos esperava. Zanzando pela net encontrei a peça “De sol, de céu e de lua” (informações aqui) atualmente em cartaz no Teatro do Sesi Rio Vermelho na cidade de Salvador.
Li experiências de outras mães que levaram seus filhos e adoraram. E é claro que fiquei louca para levar Ana também. Como Deus ouve as mamães bem de pertinho, a oportunidade de viajar para Salvador surgiu no mesmo dia. Tudo redondinho. Fala se não é benção do Pai?
Logo que anunciei a família que um dos passeios programados seria teatro foi a maior gozação. A começar pelo maridão. Apostou comigo que Aninha ficaria apenas 20 minutos. Confesso que eu mesma lá no fundinho tive as minhas dúvidas. Afinal trata-se de um bebê de quatro meses e meio. Vai cansar rápido, dar um senhor porre e eu vou ter que sair corrida da sala com a criança grudada no peito. Ho,ho,ho. Iludidos papais... Aninha arrebentou a boca do balão.
Estrategicamente cheguei no horário da peça para não cansar a pequena. O diretor, muito simpático, nos colocou no palco. Isso mesmo mamães. Mamãe e bebê de colo ficam no palco durante toda a apresentação interagindo com as atrizes. Os bebês engatinham no palco, pegam nas atrizes, no cenário. È uma diversão.
Logo que cheguei perguntei ao diretor se poderia sair caso Ana chorasse. Ele disse que sim, mas que eu não me preocupasse, pois ela não ia chorar. Pensei com os meus botões: Ok, mas por desencargo vou sentar aqui bem no cantinho e na hora do chororô me jogo desse palco correndo.
Começa o espetáculo. As luzes encantam os bebês. As atrizes fazem contato visual com as crianças, sorrindo, fazendo caretas, bem de pertinho. Quando os pequenos pensam em cansar muda música, muda luz, aparece um objeto novo. Os olhinhos vão das atrizes para o cenário. De encantar!
 E Aninha? Ana forçou a mãe a sair do cantinho. Ia aos pouquinhos chegando para o centro do palco e logo estava no meio dos bebês maiores. A mãe ao lado perguntou quanto tempo tinha a pequena e se surpreendeu ao saber que dona Ana tinha apenas 4 meses e meio. Fiquei toda orgulhosa. Êita que mãe é bicho besta.
O espetáculo é rápido. Na medida para não aborrecer os pequeninos. No final levei Ana para cumprimentar as atrizes e elas ficaram felizes em saber que era a primeira peça. A primeira de muitas com certeza.  
De quebra ainda ganhei a aposta... hi,hi,hi... Né papai?

Valeu Aninha!
Uma curiosidade: O bebê mais novo que assistiu a peça tinha 2 meses.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Aproveitando Salvador

Postado por Flávia às 05:40 1 comentários
Não deu para fazer todos os passeios que a mãe planejou, mas como sempre a nossa ida a Salvador  proporcionou momentos especiais  para Ana. O que mais gosto é da interação com a família e de muita gente querida que não participa do nosso dia a dia por causa da distância. Sei que isso é importante para minha filha e o quanto contribui para o seu desenvolvimento. Em Aracaju, 90% do seu tempo praticamente é apenas na companhia da mãe e o pai e eu sei que a presença de avô, avó, tios e amigos queridos  faz falta em nossa rotina. Salvador era sinônimo de casa cheia. Aqui ainda estamos construindo laços.


Arte do tio Gugu

Essa foto exemplifica bem o que estou falando. Só tio tem coragem de colocar a sobrinha na fruteira e avisar a mãe que o avô trouxe uma fruta nova da feira.
A viagem é um pouco cansativa, pois são quatro horas de carro até Salvador. Com criança um pouco mais porque temos que parar para amamentar, trocar fralda, descansar um pouco e por ai vai. Ana costuma se comportar bem até metade do caminho. Na outra metade a mãe tem que rebolar para distrair o bebê. Ufa! É móbile, é musica, é bico, é mamá. A mãe canta, dança e sapateia para um público exigente composto de uma mocinha só. Mas valeu a pena tudinho.
Vou contar as peripécias aos poucos. Ana pegou no cachorro a familia pela primeira vez e adorou. Foi no farol da barra, viu o mar azul, dormiu na cidade alta enquanto os pais tomavam sorvete e... ASSISTIU A SUA PRIMEIRA PEÇA DE TEATRO!!!
Desculpa o grito, mas é muita emoção para o meu coração. Foi lindo! E de quebra ainda ganhei a aposta com o pai que tinha certeza que a pequena só ficaria 20 minutos. Aninha brilhou. Deixa eu baixar as fotos que escrevo um post sobre esse momento máximo de vitória materna.
Como a gata já está querendo acordar para mais uma sessão de pula pula na mãe vou postar algumas fotos e depois conto as peraltices de Ana em Salvador.

Momento cansei do bebê conforto (mamãe aceita dicas de viagem)

Ana e Papai contemplando o mar



Com mamãe no farol da barra

 

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Crescimento da filha. Sofrimento da mãe.

Postado por Flávia às 05:24 2 comentários
Todo mundo sabe como é mãe de primeira viagem. Tudo que o filho faz é incrível, único e nunca na história desse país uma criança foi tão esperta como a sua. Comigo deve ser pior ainda porque eu nunca convivi de forma próxima com outro bebê. Então a cada dia sou surpreendida com uma novidade da minha mocinha.

Esse introdutório todo é para contar que a garota já está ensaiando sentar. No final do quarto mês a criança já está querendo sentar. E eu fico boba gente. Como pode? As mães já acostumadas com essa turma prafentrex podem achar super normal para idade, mas eu que estou no primeiro filho e ainda sou do tempo que criança não abria os olhos logo que nascia, fico abismada.
Aconteceu assim. Um belo dia coloco Ana deitada no bebê conforto. Vou me ajeitando no carro com as 230 sacolas e quando olho a menina está lá se esforçando. Em um segundo ela levantou o dorso, sentou no bebê conforto e ficou segurando com as mãos em cada lado para se apoiar. Sentada. Sentada! Quequeisso minha gente? Ficamos, eu e o pai, abestalhados.

É claro que ela só consegue ficar por alguns segundos. Mesmo assim eu já levantei a grade do berço. Vai que a menina resolve sentar de uma vez e me pula daquele berço. Sei lá. Melhor prevenir...

O ponto máximo dessa descoberta foi quando levei para visitar o pai no trabalho. Chegamos no meio de uma reunião. È claro que o pai foi logo colocando a filha no colo. E lá ficou a menina encostada  como se trabalhando estivesse. Depois o pai me contou,todo orgulhoso, que no meio da reunião ela se colocou novamente na posição sentada e ficou escutando o chefe falar. Séria. Como se compreendesse tudo. Figura demais!
Sinto-me privilegiada por acompanhar de perto o desenvolvimento da minha filha. A cada dia um riso novo, uma forma de se comunicar diferente. Eu tenho vivenciado como tem que ser. A melhor coisa do mundo e efêmera também. Passa rápido e por isso me entrego totalmente.

Daí que estou tristinha esses dias porque essa delicia integral tem prazo de validade. Janeiro eu retorno ao trabalho e o rápido passar do tempo me deixa angustiada. Só em pensar em deixar meu bebê durante todo o dia e só encontrar a noite. Lágrimas,lágrimas,lágrimas.

Reflito muito e reconheço que a maior dificuldade é minha e não de Ana. Sei que na maioria das vezes as crianças tiram de letra. Como quando achei que ela não conseguia dormir sem ficar grudada na gente. Viajamos para Salvador e lá não teve o pai para ficar grudada. Teve cama enorme para se espalhar todinha. No primeiro dia me agarrei nela para garantir uma boa noite sono. Era a primeira noite fora de casa e ela podia estranhar. No segundo dia,de tanto minha mãe falar, passei para o outro lado da cama e deixei a vontade. Surpresa! Nada mudou. Nenhuma alteração. Ana dormiu tranqüila como sempre acordando apenas na madrugada para mamar.

Voltei pra casa e na mesma noite ela dormiu no berço. Sem precisar do abraço do pai ou da mãe. Ela estava pronta pra isso e eu que não percebi. Talvez eu não estivesse pronta e esqueci de sentir/tentar entender a necessidade dela. Graças a Deus que essa viagem aconteceu para me mostrar isso. E eu quase desisti de ir por causa de todos esses medos. Será que Ana vai dormir bem? Será que vai estranhar? E a cadeira de balanço vai ficar. Como vamos fazer pra ela dormir? Será? Será?
Agora talvez esteja projetando os meus “serás?” nela também. Entendo que preciso trocá-los por deixar acontecer. Trocar o sofrimento antecipado por vamos viver esse momento único e deixar o amanhã para amanhã. Aprender o ensinamento: “Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.

Ô máxima difícil de aprender viu Jesus?

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Em busca de uma creche de bom coração

Postado por Flávia às 05:36 3 comentários
Aproveitei a curta estadia da minha mãe em terras aracajuanas e comecei a visitar creches para bebês.

Conheci três creches, mas somente uma conseguiu passar um pouco de tranqüilidade. Digo um pouco porque tranqüila mesmo eu só ficaria se minha filha fosse cuidada por alguém da família. E feliz  eu    ficaria apenas se pudesse ficar em casa até os três anos pelo ou menos.
A primeira ,que acredito ser a mais conhecida da cidade, não agradou. Parecia um depósito de bebês. Encontrei duas cuidadoras em um espaço pequeno cercada por bebês em cadeiras de balanço. O que mais chamou a atenção foi que visivelmente muitos deles não estavam com sono e poderiam aproveitar  o tempo para brincar, ouvir música, assistir um DVD. Pareciam entediados e certamente em algum momento dormiriam balançando, mas não por vontade própria.

A segunda foi a que mais gostei. Foi recomendada por amigos e pela minha obstetra. Encontrei um grande espaço com flores e ar livre para as crianças. Na sala dos bebês encontrei os pequenininhos em plena atividade. Estavam livres para escolher a sua própria brincadeira e a presença dos berços e cadeiras de balanço demonstravam que a soneca não era forçada. Gostei também da responsável pelo local que se mostrou muito sensata e me explicou que não poderia receber a minha filha em dezembro. Além de não ter vaga, no final de ano os funcionários da creche param por uma semana e é um momento de cansaço para todos, portanto não é o ideal para a equipe focar na adaptação de uma nova criança. Nota 10 pela sinceridade e pela preocupação com o bem estar dos funcionários e das crianças.
Na terceira não encontrei nada de errado, mas não empolgou sabe? Não bateu a simpatia. Achei escura e muito pequena. Não tinha um espaço reservado para amamentação e algumas crianças do berçário já estavam bem grandinhas. Fiquei imaginando que uma dentada daqueles garotinhos arrancaria o braço da minha Aninha.

Por enquanto, a segunda creche foi escolhida. O único problema é que só tem vaga no fim de janeiro e eu começo a trabalhar no inicio. Se realmente não surgir (ainda tenho esperança) vou ter que apelar para mãe e sogra vindo de Salvador para um socorro amigo. Estou mentalizando: “Vai dar tudo certo!”. Pensamento positivo.
Aqui pra nós. Esse retorno ao trabalho é muito doloroso para a pobre mãe aqui. Observei as crianças na creche e sempre que eu reconhecia o olhar da minha filha naquelas carinhas dava um aperto no peito. Vi uma menina que aparentava ter um ano estender os braços pedindo colo a cuidadora, mas como ela estava com outra criança, passou direto e apenas brincou com a menininha. Não foi por maldade. Apenas tinha outra criança no colo e não podia dar atenção a menina naquele momento. Aquela cena baixou meu astral. Imaginei minha filha que tem amor, atenção exclusiva e uma mãe dedicada 100% do tempo precisar de um abraço e não receber.

Por outro lado, procuro pensar nas coisas boas que virão com essa experiência. Outras crianças para interagir, aprendizados e quem sabe uma tia especialmente amorosa daquelas que guardamos no coração pra sempre. Lembro da minha professora da alfabetização que me acompanhou até a quarta serie e é responsável por recordações maravilhosas dessa época da minha infância.
O certo é que a prioridade é o bem estar da nossa filha. Vamos acompanhar de perto essa mudança e permanecer nesse formato somente se ela estiver feliz. Qualquer sinal de infelicidade vai significar alteração de planos. Com certeza. Sem pestanejar!

Atualizando as noticias sobre a minha Ana quero contar que:

·         A mocinha acordou bem inquieta hoje. Choramingando como não costuma fazer. Estou suspeitando de um ponto branco na gengiva e do morde morde que ela está agora. De vez em quando solta gritinhos agoniados e coloca o dedo na boca. O pediatra acha que é apenas um ponto sem pigmento na gengiva. Eu acho que é dente.

·         Descobriu que os pés são os seus melhores brinquedos. Ainda não consegue levar a boca,mas não vai demorar muito porque está treinando o tempo todo. Deita no bebê conforto,no carrinho e na cama e já vai levantando as perninhas.

·         Já provou suco de laranja lima e de maçã. Adorou. Cenoura rejeitada. Coitada! Tentarei novamente na próxima semana.

·         Nesta semana grudou na mãe. Só aceita ficar com o pai ou com a avó se estiver perto e olhando para mãe. Fiquei fora por duas horas e ao chegar em casa encontrei a menina se debulhando em lágrimas. Minha mãe disse que quando ela percebeu que eu não saía do banheiro armou o bico e começou a chorar.

·         Tá na fase de levar tudo a boca e fica impaciente quando o objeto não encaixa certinho na gengiva. Reclama,grita e pede ajuda a mãe.
·         Gosta muito de assistir desenhos. Deixo assistir o Discovery Kids, mas a enxurrada de comerciais está me incomodando. Se eu que tenho 31 fico com vontade de comprar a maioria dos brinquedos imagina uma criança! Providenciarei DVDs na próxima semana. Aceito sugestões.
·         Ganhou um ginásio com um monte de brinquedinhos e está aproveitando a beça. Bate com as mãos e com as perninhas, cheia de alegria doida.

Resumindo: Tá uma delicia essa menina!


 

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