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domingo, 11 de março de 2012

8 meses

Postado por Flávia às 23:42 2 comentários


Muitas vezes me pego tentada a não mais atualizar o blog.  Por causa da correria da vida, da falta de tempo e tantas outras desculpas. Mas quando (numa madrugada dessas da vida) consigo reler os posts passados, reconheço a importância de mantê-lo para que os registros do crescimento de Ana não se percam.
Sou das que gostam de organização, mas sofrem muito para colocar em prática. Nunca consegui manter diário ou agenda por muito tempo. Começava recheada em janeiro e lá pra junho as páginas em branco ficavam frequentes até que em novembro não tinha mais nada escrito. No máximo um feliz natal rabiscado em rosa e um adeus ano velho pra comprovar que eu estava viva no final do ano.

O blog ajuda muito essa criatura aqui a não fazer o mesmo com a história da filha. A cada fase de Ana eu encho a minha mãe de questionamentos. E o principal: Eu era assim?/Eu fiz assim? Na maioria das vezes ela sabe a resposta, mas tem coisas que se perderam no tempo. O meu desejo é que os detalhes, os sentimentos sejam no futuro conhecidos por ela na sua forma mais pura. Escritos no "agora". E é por isso que aos trancos e barrancos, vou mantendo esse espaço. Espero que por muito tempo.

Vejamos a sua vida aos oito meses, filha:
- É rápida engatinhando. Em minuto você está agarrada nas pernas da mãe na cozinha e no outro já está no corredor. Mãe de cabelo em pé e pedindo a Deus mais dois olhos pra te seguir melhor.
-No final do sétimo mês já começou a levantar segurando no sofá e hoje já consegue passar da sua cadeira de papar para o banco ao lado. Sempre segurando. Está tentando ficar em pé sem apoio e sinto que a cada dia consegue se equilibrar por mais um segundo. Acho que os primeiros passinhos estão chegando.
-Nada de dente. E o mais engraçado é que se você acorda irritada, fora do seu comportamento comum, eu e seu pai justificamos: Deve ser o dente! Até agora nem sinal...
-Você está louca por seu pai. Se ele está no quarto e te chama, você sai disparada engatinhando atrás dele. Pela manhã vocês assistem desenho juntos e muitas vezes caem no sono no sofá. O banho da noite continua sendo com o papai, só que agora é no chuveiro. Sempre uma bagunça pra variar.
-Temos uma novela a cada refeição e a mãe espera (abençoa pai!) que tenhamos um final feliz com você crescendo saudável gostando de frutas, verduras, sucos e tudo mais. Gosta do almoço. A moda atual é que só come banana e salvo raríssimas exceções nunca gosta do que prova pela primeira vez. Está melhorando em relação a água e hoje bebe mais que no mês anterior. Suco nem pensar. O que você adora mesmo é o “peitinho” e quer complementar praticamente todas as refeições com um belo mamar.
- A palavra que a mãe mais repete pra você é mamãe. De todas as formas e entonações. Você sempre ri e responde algo parecido com “neném”. Outro dia tentei ensinar Nice pra você chamar a nossa ajudadora da casa. Fiquei com a impressão que você começou o Niiiiii... Vamos ver o desenrolar nos próximos meses.
- Já faz o vem cá e o tchau com a mãozinha. É claro que só faz espontaneamente. Por enquanto nem adianta pedir para dar tchau a titia que não rola.
-Comecei a contar histórias pra você na hora de dormir. Conto os clássicos do meu jeito e você fica conversando junto, se enroscando em mim, até que o sono chega.
-Estabelecemos o horário de dormir as oito e parece que já se consolidou. Comecei o processo de ensino aos sete meses e hoje você já consegue dormir deitada sem precisar ninar no colo. Faço massagem no pé, cafuné e você vai aos poucos pegando no sono.
-Ainda não gosta do berço, mas consegue passar a maioria das noites dormindo sem pedir a cama dos pais. Não dorme a noite toda. Acorda em dias normais duas a três vezes para mamar.
-No oitavo você voltou a fazer algo lá do quarto mês. Acordar as três da madruga para brincar. Mamãe acha que é a tão falada ansiedade da separação do oitavo mês. Tratamos você com carinho e incentivamos a voltar a dormir, ensinando que noite é pra recarregar as baterias. Conversei com você muitas vezes explicando que estaria ao seu lado sempre que precisasse. Era só chamar. Hoje após alguns dias com dificuldade de manter o sono, você voltou a dormir bem.
-Foi à praia pela primeira vez. A água estava gelada por isso só molhei os seus pezinhos. Vamos retornar para um banho completo. Já gosta de piscina e vai praticamente todos os finais de semana.
Desconfiada molhando os pés no mar


É piscina mamãe? Então tudo bem!



terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O segredo

Postado por Flávia às 06:14 1 comentários
Comer, comer. Comer, comer. É o melhor para poder crescer!

E a mãe repete ,repete, repete a musiquinha na tentativa de hipnotizar o bebê.  Por algum milagre quem sabe dá certo e ela raspa a tigela. Come mais rápido. E a mãe só por hoje não tem que fazer o show do meio dia. Apresentação esta em que ela canta, samba, corre pela casa, se joga no chão, faz... TUDO para conseguir mais uma colherzinha.
Daí que depois de dias e dias encenando essa novela e levando boca cerrada do bebê pela cara. A mãe descobriu que:
1º Não pode projetar a sua história na filha. Já dizia a música: Cada um de nós compõe a sua história

Explico. Mamãe era um porre pra comer e não sabe como a vovó aguentou firme. Acho que a cada refeição, a vovó pensava secretamente em colocar a mamãe no saco e doar para uma família de ciganos. Ciganos de verdade. Andarilhos. Que levasse pra bem longe. Pelamordedeus. Quando lembro nem sei como eu me aguentava de tão chata. E por ser tão chata, muitas vezes a vovó dava o ultimato geral: Só sai da mesa depois de comer tudo! Nossa... Bastava isso para eu começar a suar frio e aí que a garganta travava mesmo. Não descia um grão de arroz.
Pois bem. Isso ficou tão registrado na minha memória que bastou a minha filha começar a fazer o biquinho de aqui não entra, para eu começar a temer a possibilidade dela reproduzir o meu comportamento a mesa. Pura neura é claro! E esses medos bobos te paralisam e impedem de seguir os teus instintos. Se você foi uma criança normal, sarada, bolinha, obesa, olívia palito ou "vento please, não me carregue" , não significa que obrigatoriamente( sem entrar na seara da genética) o seu bebê será do mesmo jeito. Até porque você será a orientadora desse projetinho de vida. E hoje temos muito mais acesso a informação que as nossas mães tinham não é verdade?
2º A hora de comer tem que ser divertida e não ansiosa

As vezes ficamos tão ansiosas pra cria raspar o prato que tornamos a hora do papar na hora do sacrifício. Corremos com as colheradas para o bebê comer o máximo possível. Queremos a concentração no prato quando se eles estivessem mais soltos/distraídos comeriam melhor. Bebês se cansam rapidamente. Ficar sentado em uma cadeira abrindo a boca de minuto em minuto é um verdadeiro tedio.
Por isso, mamãe aprendeu a usar estratégias na hora do papar. Bebê na cadeirinha. Começa muito bem comendo as colheradas com a boca bem aberta. Cansa. Não quer mais abrir a boca. Mamãe dá um brinquedo de morder. Bebê se distrai brincando. Volta a abrir a boca de novo. Cansa. Mamãe coloca o desenho preferido . Bebê se distrai. Continua comendo. Papai chega pra almoçar. Pega o bastão. Bebê se anima que agora tem cara nova na parada. Cansa. Mamãe chama a tia (ou qualquer outro ser solidário) para ver a bocona ... E por aí vai até terminar. Com calma. Respeitando o tempo do bebê. Afinal ninguém gosta de comer sob cobrança.
3º Diversificar e mascarar. Não adiantou? Retrocede para tentar novamente

A cada dia vou testando, oferecendo, criando coisas diferentes. Tudo para despertar o prazer de comer. Quando descubro alguma coisa que o bebê não gosta, mas precisa. Coloco o soldado camuflado na selva. É a beterraba com gosto de terra? Lá vai ela bem picadinha. Bem temperada e fininha misturada naquela abobora que a criaturinha adora. Não comeu de jeito nenhum? Retrocedo. Ofereço só a abobora. Espero uma, duas semanas e tento de novo. Não desisto de imediato. Estou ensinando a boa alimentação. Leva tempo. É preciso determinação.

 
4º Papar é divertido durante e depois
Aproveito pra brincar bastante. Canto. Invento brincadeiras novas. Faço batucada na cadeirinha. Deixo se lambuzar. Brincar com a comida. Tudo para que a hora do papar seja associada a diversão. Se o pai almoça em casa entra no circuito também. Faz bocão grande pra ensinar a ela como se come. E o mais engraçado é que ela imita e se diverte com ele.
Também criei um esquema que está dando certo. Depois de comer e se lambuzar da cabeça aos pés, a bebê toma um banho divertido. Na piscina cheia de brinquedos que ela adora ou no chuveirão com direito a palhaçada da mãe. Assim ela cria a expectativa que depois de comer bem a diversão continua.
5° Paciência, paciência e mais paciência
O tempo tá passando, a pia está cheia de prato, o almoço do maridão esperando e o bebê só deixa o avião pousar de 20 em 20 minutos? Paciência. Procuro organizar tudo antes porque quando eu sento para comer com Ana, o momento recebe toda a minha atenção. Já fiquei uma hora ou mais. E aprendi que ela come muito melhor com calma. Se eu estiver estressada e impaciente parece que a energia contagia resultando em bebê irritado e mãe frustrada. Procuro me divertir com as descobertas dela e relaxar. Quando o dia tá muito punk conto até 10, olho para o céu e respiro. Paciência é uma virtuuuude... Repita comigo.

E por fim, porém não menos importante. O sazon da maternidade. Aquele que Zezé de Camargo esgoelava nas paradas quando ainda usava franja.
É o amoooooor!
Tem que colocar amor no negócio. Quando estou preparando, alimentando, atuando... Até no suspiro pedindo paciência a God. É preciso amor. Esse é o segredo da comida de mãe.
Aquele feijãozinho que você seguiu a receita passo a passo e não ficou igual. O ensopado que por mais que ela te ensine não passa nem perto do chulé do ensopado que ela faz. Não se sinta a incapaz da cozinha. A mãe usa um tempero. Um que só ela tem.
E eu que me achava um traste na cozinha... Só fui descobrir o segredo agora que pari. ; )

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

7 meses

Postado por Flávia às 19:56 1 comentários
Daí que Aninha completou sete meses assim:


Fofurice pura.
E acompanhando toda essa gostosidade, veio a fase do quero/ não quero e não adianta insistir.
Não quero essa papa: Fecho a boca bem cerrada e não adianta vir com avião que aqui não entra.
Não quero suco: Nem chá, nem café, nem guaraná, nem chocolate (licença poética tá gente? Só pra contrariar a música do Tim)
Não quero nada na mamadeira: Mastigo o bico por séculos e não sugo nadinha.
Quero dormir na cama da mamãe: Hummmm... (acompanhado do buá)
Quero mexer no vídeo game do papai: Hummmm...
Quero brincar com o cachorrinho: Hummmm...
Quero sair daqui: Hummmm...
Quero nada não: Hummmm...
E eu reclamo... Mas acho tão massa que um serzinho desse já tenha opinião.
E que já saiba comunica-las.
Ô se sabe...


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Aninha, a papinha e outras

Postado por Flávia às 06:42 0 comentários
Toda vez que começo a escrever no blog percebo que não posso (devo) ficar tanto tempo sem postar.
A memoria que já não era boa, com a idade avançando, está ficando pior.  É sério.  Tô ficando veia. 
E caduca que estou (ou sou?) me sinto falhando na missão de registrar o crescimento da minha filha. E a bichinha não espera não. Continua crescendo. Já senta sozinha, inclusive à noite dormindo, apavorando a mãe. Já fala da-da-da daquele jeitinho delicioso de bebê. Quando chora faz biquinho e arremata com um mã-mã-mã. E o pai jura que não é mamãe, mas nós sabemos que é. Né filha?
Agora aos sete meses começou a engatinhar. Meusdeusus! A coisa mais fofa do mundo. Toda cautelosa. Mede, analisa, engatinha um pouco. Para, senta, conversa um pouquinho e depois engatinha ate pegar o brinquedo. Sempre escutando a torcida babosa do pai ou da mãe: Vai filha! Você consegue! AÊEEEE!!! CONSEGUIU!!!
È delicada de uma forma... Toca nos animais com as pontinhas dos dedos. Nas outras crianças também. O encontro com o primo de 10 meses foi uma cena. Ele agarrando o braço dela com aquela força de menino e ela toda lady tocando nele com as pontas dos dedos. Pra falar a verdade ela toca em todo mundo assim. Com cuidado e gentileza.
Mas o que eu queria registrar mesmo é que aos seis meses começou a papa salgada na vida de Aninha. E no primeiro dia você tocou terror na sua mãe, garota! Recebeu uma colherzinha da comida, sentiu o gosto e abriu um berreiro! Deu dó...  Muita, muita, muita.  Só se acalmou depois de mamar e se sentir protegida daquele sabor estranho.
Mas como mamãe é brasileira, pacientemente continuou o processo durante toda a semana. E no segundo dia você chorou de novo, mas já comeu mais um pouquinho. No terceiro, não chorou e comeu o mesmo pouquinho. No quarto continuou comendo e agora você come com gosto. Pra felicidade da mamãe. Porque me dava uma tristeza ver você comendo sem a menor alegria.
O que ajudou muito foi a receita especial da vovó. A receita do tio pediatra você não gostou. De jeito nenhum. Daí que hoje você come assim: cebola, tomate e coentro cortados picadinhos. Vai pra panela com a carne cortada em cubo e um pouquinho de azeite de boa qualidade. Fica no fogo  tempero e carne pegando sabor. Joga três tipos de verdura cortadinhas e mais um pouco no fogo. Depois cobre com a água e deixa cozinhar até a verdura ficar bem molinha. Nada de sal.
Hoje,  a papinha já ganhou arroz ou feijão que você adora. O próximo passo é o macarrão cabelo de anjo indicado pelo tio pediatra. E lá vai mamãe pesquisando, inventando coisas para você crescer saudável. Até receitas goumet ela vai cobrar da tia.

Papinha chique,mon chéri!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Quero meu papá

Postado por Flávia às 06:21 1 comentários
Aninha completou 5 meses e  lá fomos nós visitar o tio pediatra.
Tudo lindo. Menina crescendo. Altura 61,5. Peso 6,580.
Começou a tomar ferro, vitamina C e continua com o polivitamínico. E como já era previsto, o pediatra liberou as papinhas de fruta. Mamão, maçã, pêra, banana com farinha de aveia, ameixa... Os sucos continuam e peito sempre que ela quiser. Livre demanda.
No domingo tentamos a primeira papinha. Mamão amassadinho. Vamos ao checklist?
Mamão na camisa do pai:  OK
Mamão nas mãos da mãe: OK
Mamão em toda roupa do bebê: OK
Mamão no sofá, nas almofadas e no chão da sala:  OK
Mamão na barriga do bebê: Um tantinho assim ó.
Saldo:

Cuspi tudindo


Depois fiz cara de boneca

 

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