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sábado, 31 de março de 2012

Primeiro dente. Primeira gripe

Postado por Flávia às 14:30 1 comentários
A maternidade me proporcionou duas estreias: nascimento de dente e doença de filho.

A primeira foi comemorada, anunciada e curtida devidamente como pais babacas que somos. Enumeramos as vantagens de se ter dois dentes. Rodopiamos com ela e cantamos “Você já tem dente” “Já é uma mocinha”. Pelo comportamento, provavelmente somos os únicos a ter uma filha com dente.

A segunda foi básica, mas nem por isso deixou de ser angustiante.

Ana teve a sua primeira gripe. Ela chegou de mansinho depois de uma ida a piscina. Em um dia que a garota tinha se divertido muito. Encontrou um garotinho maior na piscina e passou boa parte do tempo batendo as pernas e os braços como se nadasse com o novo amigo. Voltamos pra casa e algumas horas depois o nariz já estava corizando.
Não consegui falar com o pediatra e o meu temor se concretizou. A noite tínhamos em casa um bebê chorando irritada com o nariz entupido, uma mãe angustiada tentando acalma-la e um pai na internet tentando encontrar um caminho que não envolvesse medicação sem orientação. Resultado: Uma terrível divertidíssima ida à emergência pediátrica. Delicia!
Madrugada, depois de passar pela sempre simpática médica de plantão (tô toda trabalhada na ironia), saímos de lá com uma receita debaixo do braço e o bebê que exausta adormeceu em nosso colo na única posição possível: em pé. Imagina a nossa noite...

Como experiência provei um dedinho da coisa que toda mãe está careca de saber: doença de filho é angustiante pra dedéu! E olha que (graças a Deus) não tivemos febre nem catarro no peito. Só uma amostra. E eu já fiquei de coração partido.

Sempre tive a ideia romântica que Ana passaria o seu primeiro ano livre de qualquer doença. Por estar comigo, protegida, mamando. A médica, sem tirar os olhos da receita, matou meu sonho de Alice: Isso reforça a imunidade, mas não impede. Nós mesmos podemos contaminar a criança.

No outro dia (vejam bem) amanhecem mãe e filha doentes. Ô boca abençoada a dessa médica!

Hoje temos mãe recuperada e filha se recuperando. Uma mãe que precisa ter uma DR com o pediatra e uma filha que por mais que o nariz escorra continua pulando e acorda trezentas vezes a noite. Uma mãe louca com tanta meleca e uma filha que não permite qualquer tipo de limpeza em seu nariz. Uma filha crescendo e uma mãe aprendendo. Com um dente e uma gripe. Pequenas coisas. Mas as estreias são sempre emocionantes. Pelo menos para quem as vivem.

domingo, 11 de março de 2012

8 meses

Postado por Flávia às 23:42 2 comentários


Muitas vezes me pego tentada a não mais atualizar o blog.  Por causa da correria da vida, da falta de tempo e tantas outras desculpas. Mas quando (numa madrugada dessas da vida) consigo reler os posts passados, reconheço a importância de mantê-lo para que os registros do crescimento de Ana não se percam.
Sou das que gostam de organização, mas sofrem muito para colocar em prática. Nunca consegui manter diário ou agenda por muito tempo. Começava recheada em janeiro e lá pra junho as páginas em branco ficavam frequentes até que em novembro não tinha mais nada escrito. No máximo um feliz natal rabiscado em rosa e um adeus ano velho pra comprovar que eu estava viva no final do ano.

O blog ajuda muito essa criatura aqui a não fazer o mesmo com a história da filha. A cada fase de Ana eu encho a minha mãe de questionamentos. E o principal: Eu era assim?/Eu fiz assim? Na maioria das vezes ela sabe a resposta, mas tem coisas que se perderam no tempo. O meu desejo é que os detalhes, os sentimentos sejam no futuro conhecidos por ela na sua forma mais pura. Escritos no "agora". E é por isso que aos trancos e barrancos, vou mantendo esse espaço. Espero que por muito tempo.

Vejamos a sua vida aos oito meses, filha:
- É rápida engatinhando. Em minuto você está agarrada nas pernas da mãe na cozinha e no outro já está no corredor. Mãe de cabelo em pé e pedindo a Deus mais dois olhos pra te seguir melhor.
-No final do sétimo mês já começou a levantar segurando no sofá e hoje já consegue passar da sua cadeira de papar para o banco ao lado. Sempre segurando. Está tentando ficar em pé sem apoio e sinto que a cada dia consegue se equilibrar por mais um segundo. Acho que os primeiros passinhos estão chegando.
-Nada de dente. E o mais engraçado é que se você acorda irritada, fora do seu comportamento comum, eu e seu pai justificamos: Deve ser o dente! Até agora nem sinal...
-Você está louca por seu pai. Se ele está no quarto e te chama, você sai disparada engatinhando atrás dele. Pela manhã vocês assistem desenho juntos e muitas vezes caem no sono no sofá. O banho da noite continua sendo com o papai, só que agora é no chuveiro. Sempre uma bagunça pra variar.
-Temos uma novela a cada refeição e a mãe espera (abençoa pai!) que tenhamos um final feliz com você crescendo saudável gostando de frutas, verduras, sucos e tudo mais. Gosta do almoço. A moda atual é que só come banana e salvo raríssimas exceções nunca gosta do que prova pela primeira vez. Está melhorando em relação a água e hoje bebe mais que no mês anterior. Suco nem pensar. O que você adora mesmo é o “peitinho” e quer complementar praticamente todas as refeições com um belo mamar.
- A palavra que a mãe mais repete pra você é mamãe. De todas as formas e entonações. Você sempre ri e responde algo parecido com “neném”. Outro dia tentei ensinar Nice pra você chamar a nossa ajudadora da casa. Fiquei com a impressão que você começou o Niiiiii... Vamos ver o desenrolar nos próximos meses.
- Já faz o vem cá e o tchau com a mãozinha. É claro que só faz espontaneamente. Por enquanto nem adianta pedir para dar tchau a titia que não rola.
-Comecei a contar histórias pra você na hora de dormir. Conto os clássicos do meu jeito e você fica conversando junto, se enroscando em mim, até que o sono chega.
-Estabelecemos o horário de dormir as oito e parece que já se consolidou. Comecei o processo de ensino aos sete meses e hoje você já consegue dormir deitada sem precisar ninar no colo. Faço massagem no pé, cafuné e você vai aos poucos pegando no sono.
-Ainda não gosta do berço, mas consegue passar a maioria das noites dormindo sem pedir a cama dos pais. Não dorme a noite toda. Acorda em dias normais duas a três vezes para mamar.
-No oitavo você voltou a fazer algo lá do quarto mês. Acordar as três da madruga para brincar. Mamãe acha que é a tão falada ansiedade da separação do oitavo mês. Tratamos você com carinho e incentivamos a voltar a dormir, ensinando que noite é pra recarregar as baterias. Conversei com você muitas vezes explicando que estaria ao seu lado sempre que precisasse. Era só chamar. Hoje após alguns dias com dificuldade de manter o sono, você voltou a dormir bem.
-Foi à praia pela primeira vez. A água estava gelada por isso só molhei os seus pezinhos. Vamos retornar para um banho completo. Já gosta de piscina e vai praticamente todos os finais de semana.
Desconfiada molhando os pés no mar


É piscina mamãe? Então tudo bem!



quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Em busca de uma creche de bom coração

Postado por Flávia às 05:36 3 comentários
Aproveitei a curta estadia da minha mãe em terras aracajuanas e comecei a visitar creches para bebês.

Conheci três creches, mas somente uma conseguiu passar um pouco de tranqüilidade. Digo um pouco porque tranqüila mesmo eu só ficaria se minha filha fosse cuidada por alguém da família. E feliz  eu    ficaria apenas se pudesse ficar em casa até os três anos pelo ou menos.
A primeira ,que acredito ser a mais conhecida da cidade, não agradou. Parecia um depósito de bebês. Encontrei duas cuidadoras em um espaço pequeno cercada por bebês em cadeiras de balanço. O que mais chamou a atenção foi que visivelmente muitos deles não estavam com sono e poderiam aproveitar  o tempo para brincar, ouvir música, assistir um DVD. Pareciam entediados e certamente em algum momento dormiriam balançando, mas não por vontade própria.

A segunda foi a que mais gostei. Foi recomendada por amigos e pela minha obstetra. Encontrei um grande espaço com flores e ar livre para as crianças. Na sala dos bebês encontrei os pequenininhos em plena atividade. Estavam livres para escolher a sua própria brincadeira e a presença dos berços e cadeiras de balanço demonstravam que a soneca não era forçada. Gostei também da responsável pelo local que se mostrou muito sensata e me explicou que não poderia receber a minha filha em dezembro. Além de não ter vaga, no final de ano os funcionários da creche param por uma semana e é um momento de cansaço para todos, portanto não é o ideal para a equipe focar na adaptação de uma nova criança. Nota 10 pela sinceridade e pela preocupação com o bem estar dos funcionários e das crianças.
Na terceira não encontrei nada de errado, mas não empolgou sabe? Não bateu a simpatia. Achei escura e muito pequena. Não tinha um espaço reservado para amamentação e algumas crianças do berçário já estavam bem grandinhas. Fiquei imaginando que uma dentada daqueles garotinhos arrancaria o braço da minha Aninha.

Por enquanto, a segunda creche foi escolhida. O único problema é que só tem vaga no fim de janeiro e eu começo a trabalhar no inicio. Se realmente não surgir (ainda tenho esperança) vou ter que apelar para mãe e sogra vindo de Salvador para um socorro amigo. Estou mentalizando: “Vai dar tudo certo!”. Pensamento positivo.
Aqui pra nós. Esse retorno ao trabalho é muito doloroso para a pobre mãe aqui. Observei as crianças na creche e sempre que eu reconhecia o olhar da minha filha naquelas carinhas dava um aperto no peito. Vi uma menina que aparentava ter um ano estender os braços pedindo colo a cuidadora, mas como ela estava com outra criança, passou direto e apenas brincou com a menininha. Não foi por maldade. Apenas tinha outra criança no colo e não podia dar atenção a menina naquele momento. Aquela cena baixou meu astral. Imaginei minha filha que tem amor, atenção exclusiva e uma mãe dedicada 100% do tempo precisar de um abraço e não receber.

Por outro lado, procuro pensar nas coisas boas que virão com essa experiência. Outras crianças para interagir, aprendizados e quem sabe uma tia especialmente amorosa daquelas que guardamos no coração pra sempre. Lembro da minha professora da alfabetização que me acompanhou até a quarta serie e é responsável por recordações maravilhosas dessa época da minha infância.
O certo é que a prioridade é o bem estar da nossa filha. Vamos acompanhar de perto essa mudança e permanecer nesse formato somente se ela estiver feliz. Qualquer sinal de infelicidade vai significar alteração de planos. Com certeza. Sem pestanejar!

Atualizando as noticias sobre a minha Ana quero contar que:

·         A mocinha acordou bem inquieta hoje. Choramingando como não costuma fazer. Estou suspeitando de um ponto branco na gengiva e do morde morde que ela está agora. De vez em quando solta gritinhos agoniados e coloca o dedo na boca. O pediatra acha que é apenas um ponto sem pigmento na gengiva. Eu acho que é dente.

·         Descobriu que os pés são os seus melhores brinquedos. Ainda não consegue levar a boca,mas não vai demorar muito porque está treinando o tempo todo. Deita no bebê conforto,no carrinho e na cama e já vai levantando as perninhas.

·         Já provou suco de laranja lima e de maçã. Adorou. Cenoura rejeitada. Coitada! Tentarei novamente na próxima semana.

·         Nesta semana grudou na mãe. Só aceita ficar com o pai ou com a avó se estiver perto e olhando para mãe. Fiquei fora por duas horas e ao chegar em casa encontrei a menina se debulhando em lágrimas. Minha mãe disse que quando ela percebeu que eu não saía do banheiro armou o bico e começou a chorar.

·         Tá na fase de levar tudo a boca e fica impaciente quando o objeto não encaixa certinho na gengiva. Reclama,grita e pede ajuda a mãe.
·         Gosta muito de assistir desenhos. Deixo assistir o Discovery Kids, mas a enxurrada de comerciais está me incomodando. Se eu que tenho 31 fico com vontade de comprar a maioria dos brinquedos imagina uma criança! Providenciarei DVDs na próxima semana. Aceito sugestões.
·         Ganhou um ginásio com um monte de brinquedinhos e está aproveitando a beça. Bate com as mãos e com as perninhas, cheia de alegria doida.

Resumindo: Tá uma delicia essa menina!


 

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