Mostrando postagens com marcador A mãe. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador A mãe. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 15 de outubro de 2013

O amor em forma de bacia

Postado por Flávia às 18:25 0 comentários

Fui criada na casa dos meus avós na companhia dos  três tios irmãos de minha mãe. Um tio era magrelo rabugento, o outro um  barrigudo divertido e o terceiro era jovem.

Eles me amaram, cuidaram e inventaram mil histórias que marcaram a minha infância.

O momento mágico da minha infância aconteceu no Natal. E foram os meus tios os responsáveis.

Naquele Natal , o pássaro preto do vovô levou a minha carta para o papai noel. Aquele ano era muito importante. Eu tinha um pedido especial: uma piscina!

Os meus tios ensinaram um ritual todo especial. Escrever a carta, deixar a sandália bem limpinha ( afinal nem o papai noel merece chulé) e dormir confiante na surpresa que me aguardaria de manhã.

Mas naquele ano, o tio jovem ainda tinha mais uma surpresa. Pela primeira vez eu poderia falar com o Noel por telefone. Mais o detalhe: Noel era um senhor bem velhinho, um pouco surdo, e eu teria que falar bem alto pra que ele conseguisse escutar.

Começa a ligação e o velhinho me pergunta logo de cara qual é o meu pedido:

- Uma piscina, papai noel!

- O que minha filha¿ Fala mais alto!

- Uma piscinaaaaaa!!!

- Ah, uma bacia!

- Nãaaao, uma piscinaaaa!!!

-Tudo bem, filhinha. Eu vou levar sua bacia.

E assim terminou a ligação. Fiquei preocupada com a surdez do bom velhinho. Será que ele tinha entendido o meu pedido¿

Chega o Natal. Sandálias limpinhas esperando. Vou dormir confiante. Acordo transbordando de expectativa. Olho para as minhas sandálias e encontro... uma bacia!

Ai, meu Deus!!! Tios, gente, família!!! O papai noel errou... Ele não escutou direito.

Desço as escadas no misto de choro com ai meu Deus e quando vou contar a tragédia natalina para toda família, meus olhos avistam a cena que nunca esqueci.

Meus tios enchendo a minha piscina e dando boas gargalhadas.

Essa imagem e a felicidade que senti me marcaram tão profundamente que nunca mais esqueci. Nem da piscina. Nem do amor dos meus tios.

Naquele natal eu aprendi que o papai noel gostava de pregar peças.  Depois eu entendi que os meus tios também.

E que tudo isso era amor. Mesmo que em forma de bacia.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Para minha filha - 2 anos

Postado por Flávia às 13:39 2 comentários
Minha filha,

Você completou dois anos.
Tenho tanta coisa para te contar. Fiquei tanto tempo sem registrar nada.

Você deixou de mamar com um ano e onze meses. Eu já percebia que você só pedia o pêpê quando estava com sono ou querendo chamego. Quando eu precisava sair e você ficava com sua vó Celeste, muitas vezes passava o dia todo sem mamar. E além disso, há muito tempo só mamava no peito esquerdo. Comecei a perceber que preferia mais o bubu que o peito.
Aos pouquinhos fui conversando e explicando que já era uma mocinha e não precisava mais do pêpê.  E você foi deixando sem sofrimento. De vez em quando esquece e vem com a boca aberta no pêpê, mas nem chega a fechar a boca. Fica me olhando e brincando e sai sem mamar.

Você é linda, minha filha. Tem o cabelo cacheado e claro. Tem os olhos da sua mãe e o formato do rosto do seu pai. É esperta, carinhosa e amorosa. Conta até 10 e conhece todas as letras. Ama cantar e pular. E faz isso o tempo todo. Tanto que o brinquedo que vc mais gosta e pede para os seus pais te levarem é o pula pula.
É sociável, adora casa cheia e brincar com outras crianças. Chora quando as pessoas vão embora ou quando está brincando e o amiguinho precisa ir para casa. Você se apega as pessoas tão facilmente. É dada. É puro coração.

Algumas pessoas te acham séria no primeiro minuto, mas basta um tempinho brincando para conhecer a sua risada. Vc tem uma memória incrível. Consegue lembrar de brincadeiras e lugares que foi mesmo depois de muito tempo. Fiquei surpresa quando vi você brincando ontem e repetindo os nomes do papai e da mamãe que a sua vovó Celeste ensinou: mamãe Falva e papai Macus. Ontem também nós fomos ao pediatra, após seis meses. Para minha surpresa, você reconheceu o consultório e foi sozinha até a porta. E lá ficou esperando até ele abrir.
Continua louca por seu pai (desconfio que vai ser a vida toda). Ele é paciente e presente. Ama tanto vc. Vcs tem brincadeiras próprias. O banho de banheira com todos os bichinhos, as cosquinhas, as mordidas, as canções... E eu babo observando tudo. Ele canta assim: Princesinha do  papai. Ela é a coisa linda mais gostosa do pai. Ela é princesa. Ela é amor. Ela é a coisa linda mais gostosa do ...  O mais bonito é que você completa: pai

Acho que herdou do seu pai o amor pelos animais. Hoje você chorou copiosamente porque queria brincar com um cachorro, mas a dona avisou que ele mordia. Mesmo com os latidos e ranger de dentes, você não se conformou. Não sentiu medo. Queria entrar na casa e brincar com o cachorro. Você é tão corajosa e confiante.
Eu tenho tentado ser uma MÃE pra você. Sabe aquelas super mães? Mas no final sempre descubro que sou humana. E tento não me martirizar pelos erros, mas refletir e supera-los. E comemorar os acertos junto com você. Estou aprendendo, minha filha.

O que eu sei é que te amo avassaladoramente. Você me ensinou o amor ágape de Cristo. O amor verdadeiramente incondicional. Tenho procurado ser melhor em tantos aspectos e essa vontade nasceu junto com você.
Espero que quando for a sua vez de viver a maternidade essas palavras te ajudem um pouco. Se a sua mãe venceu e formou essa mulher maravilhosa que tenho certeza que você (Aninha do futuro) é, imagina você, minha filha. Tão alegre, amorosa e corajosa. Você pode muito mais.

Confie em Deus. Confie em você. Conte comigo.
E com meu amor.

Pra sempre.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Ana e sua avó

Postado por Flávia às 08:22 1 comentários
É com carinho que observo a relação que Ana está construindo com minha mãe.

Minha mãe sempre esteve presente nos perrengues da recente caminhada da Aninha. Nos primeiros dias de nascida, quando eu ainda não tinha leite para alimenta-la, a avó dormiu com ela sentada no sofá da maternidade. A única posição que acalmou o bebê. Nas cólicas e nas crises de refluxo. Na primeira gripe e consequentemente sua primeira ida a emergência de hospital. A vovó milagrosamente aparecia sempre nos momentos em que Ana mais precisava. Minha mãe mora em outra cidade e em alguns momentos que ela veio nos visitar foi coincidentemente nos que mais precisávamos do seu colo. Sei que nunca foi coincidência.  Sei o quanto essas duas estão conectadas. E admiro tanto isso.

Acho incrível a relação das duas. E vejo Ana respondendo a isso de uma forma especial.

Minha mãe é a única pessoa que Ana vai para o colo imediatamente, sem estranhamentos, apesar de passar meses sem ver. Aprendeu a engatinhar com desenvoltura e começou a andar de verdade na casa da avó. Das cinco primeiras palavras duas foram ensinadas pela vovó. Pombo que ela pronuncia Pom e miau complementando a musica “Atirei o pau no gato”. A terceira foi bó ( vó) que ela falou nessa semana durante mais uma visita da minha mãe. Semana esta que ela ficou resfriada e nervosa em razão de mais dois dentinhos. E avó do lado entretendo, amando e sugerindo soluções para acalma-la.

Lembro de ouvir uma senhora que tem um neto da mesma idade de Ana. Ela falava de como gostava do neto e o quanto admirava a mãe que a filha tinha se tornado. Porém, a única coisa que a entristecia era que a filha não lhe tinha permitido ser avó. E por mais que ela quisesse participar com seus conselhos de quem já tinha sido mãe, nunca conseguiu. Um dia a filha ligou chorando porque precisou levar o bebê ao hospital e lá como uma boa emergência que se preze já tinham furado a criança desnecessariamente uma serie de vezes. Era um caso leve de desidratação. Com tristeza a avó constatava que a filha só a procurou em último caso. Lembro ainda de suas palavras: “Se me procurasse no inicio orientaria a dar bastante água, mas agora depois de dias e já no hospital, o que eu poderia fazer”. Ali a minha experiência não valia mais nada.

Eu , naturalmente, sempre respeitei e busquei a presença da minha mãe nos cuidados com Ana. Nunca me senti invadida ou pressionada. Acho que tudo se resume a como você se posiciona diante dos acontecimentos e das pessoas. Se com tranquilidade e respeito, dessa mesma forma também receberá. Ouço, analiso e tomo as minhas próprias decisões de acordo com o meu jeito de maternar. Nunca desfaço do que ela aprendeu e da sua experiência como mãe. Não há forma melhor ou pior. Apenas diferente.

E acho que estou no caminho certo na relação mãe e filha que prossigo vivendo e na relação neta e avó que está se construindo. Os bons frutos são incontestáveis. Vejo o amor, o companheirismo e a cumplicidade evoluindo em cada relação. Vejo uma parceira que antes era só minha se tornar também essencial na vida da minha Ana. Uma parceira de caminhada para os bons e não tão bons momentos. Como não estimular e buscar algo assim? Como não permitir que a minha filha viva esse amor?

Amor de vó. Casa de vó. Cheiro de vó. Lembrança pra toda vida que não negarei a minha filha. Seguirei realizando as minhas escolhas, respeitando a experiência e as diferenças. Sim. Acho que nesse quesito serei um bom exemplo para Ana. Espero sinceramente também colher incontestáveis frutos dessa semente. E um dia viver essa relação de amor com os meus netos.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Modelando uma mãe

Postado por Flávia às 01:09 1 comentários
Esse post poderia também se chamar as minhas tentativas de voltar ao corpo brotinho. Melhor: minhas atrapalhadas tentativas de voltar ao corpo brotinho.
Depois que pari, passei os meses seguintes numa vibe desencanada em relação às questões estéticas. Deixei os brancos assumirem o território capilar por causa da amamentação. Usei cinta apenas por algum  tempo porque não tinha paciência de ficar sem respirar enquanto cuidava de um bebê. Esqueci de usar as pomadas na cicatriz da cesárea. Meu cabelo vivia preso e eu nem sonhava com a ideia de correr até salão e interromper o mundo materno no qual estava mergulhada.
Eu respirava, comia e bebia as necessidades da minha filha e simplesmente me larguei. Realidade natural da maioria das mães lambedoras de crias.
O tempo passou. As cólicas e o refluxo também. A alimentação deixou de ser exclusivamente a amamentação. Comecei dando escapadinhas para ir ao salão. Depois voltei ao peso anterior a gravidez. E a voz continuou a mesma, mas a barriguinha... Essa precisa de ajuda. Não é nada bagaceira. Só que na minha cabecinha quixotesca eu quero (eu posso/eu consigo) que seja como antes. Tá, talvez não dê. Não custa sonhar, sonhar, subir, subiiir...
Nessa minha viagem, surgiu uma promoção nesses sites de compra coletiva. Mil e umas sessões de massagem modeladora mais manta térmica mais não sei que mais lá. Conhecem o tipo?
Pois bem. Promoção é o meu nome do meio e perder a barriga fácil é o meu sonho. Na minha cabeça, repito quixotesca, já me imaginei saradinha sem sacrifícios. Tipo produtos Tabajara: meus problemas acabaram.
Fechei pacote, marquei o dia e lá fui eu. O objetivo é reduzir abdômen e acreditando na Lua de Cristal, eu deitei na maca. A esteticista começou a passar um gel e depois uma maquininha. Geladinho delicia. Eu toda relaxada elogiando as mãos leves da garota e pensando "vai ser barbada".
Muda a máquina e de repente de geladinho delicia passa para um aparelho desentupidor de pia sugando a minha barriga. E sobe. E desce. E suga. E puxa. E slap, slap, slaaap. Naquela hora eu entendi que fácil mesmo é bater prego em barra de manteiga.
O troço sugando e eu suando. Até aí a dor estava no patamar “ok beleza, dá para aguentar”. Olhei para esteticista com olhar de pobre coitada e lancei:

    Fulaninha, tá doendo muito. Não sabia que era assim.

E ela bem bonita me respondeu

           Ô minha linda, esse é só o inicio do tratamento.

É, tinha mais. Seguimos para uma tal massagem que módeus. Aperta, sobe, desce, aperta. E nessa hora, a garota percebeu que a cliente estava mudando de cor. Chamou a esteticista mestra que veio confirmar se a fracote iria desmaiar mesmo.
Continuou a massagem me dizendo: pensa que está perdendo a barriguinha. Eu só conseguia pensar “ minha senhora, eu tô perdendo é a alegria de viver!”. Criei um apelido para essa massagem. Capitão Nascimento.  Quem em sã consciência iria permanecer num corpo debaixo de tanta porrada? A gordura tem que pedir pra sair. Eu entregava qualquer um deitada naquela maca. No primeiro aperto.
Do meio pro final eu já estava gargalhando histericamente. De nervoso é claro. Tomava aperto e ria feito louca. Louca mesmo. A esteticista deve ter pensado o mesmo.
Enfim a sessão de tortura massagem acabou. Eu num misto de aliviada e cambaleante fui embora. Encontrar o marido que as gargalhadas me perguntou ironicamente:
- E aí? Quando é a próxima?
- Segunda. Ainda faltam nove sessões. A esteticista disse que a gente sofre, mas vê resultado!
Eu já falei aqui da minha cabeça quixotesca?

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Natal - Parte 1

Postado por Flávia às 04:28 4 comentários
Neste ano o Natal tem um sabor diferente para mim. Estou tão animada com a nossa primeira comemoração natalina em família (Papai, Mamãe e Aninha) que o espirito Papai Noel baixou com força na pessoa. Marido temendo pela integridade física do cartão de crédito e eu a saltitar pela casa entoando HO HO HO.
Já montei arvore, estou organizando almoço família, almoço amigos e amigo secreto pelo Brasil a fora. Exagero. Um em Salvador e o outro em Aracaju. Meu nome é Flávia a mil em prol da confraternização pelo Brasil! Tenho muito que comemorar. Motivo para encerrar o ano com chave de ouro afinal foi nele que ganhei o meu presente pra vida toda.
Com a cabeça fervendo de ideias, o primeiro passo para preparar o nosso Natal foi ir as compras. Meu espirito noelesco (inventei agora) está completamente voltado para as crianças que me cercam. Algumas que ainda nem conheço pessoalmente. Mas conheço os pais que me contam as histórias dos seus pimpolhos e eu lúdica que sou, vou devagarinho me apaixonando.
E de tanta paixão mais muito amor materno que me invadiu neste ano, resolvi presentear os pequeninos e por tabela os pais também né. Quem meu filho beija, minha boca adoça. Velho ditado, pura sabedoria.

Só que o amor é grande, as crianças são muitas e o bambá é pouco. Comofaz?
Busquei e encontrei na net a solução. Queria presentes divertidos, com preços camaradas e que deixassem rolar o “mundo da imaginação” tão importante na infância. Criar suas próprias histórias, brincar no banho, inventar personagens. Tem coisa mais gostosa pra uma criança?  
A procura terminou quando achei a lojinha virtual da Companhia das Mães. A proposta é super bacana porque lá além de encontrar produtos incríveis, os mesmos são feitos por mães empreendedoras. Muitas que criaram os seus produtos e marcas com o objetivo de terem mais tempo para as suas crias. Olha que legal:
“...sintonizada com o movimento da maternidade ativa, tendência feminina mundial onde as mulheres resgatam sua capacidade de protagonizar as decisões a respeito de seus corpos, de sua saúde e do desenvolvimento de seus filhos, a ciadasmães propõe que as mães passem mais tempo perto de seus filhos e por isso questiona as condições de trabalho da mulher que têm filhos e incentiva o crescimento de pequenos negócios de mães empreendedoras.” Extraido do site http://www.ciadasmaes.com.br/

Apaixonei na hora. Para presentear os meus preferidos foram a história de papel Chapéuzinho da Desenho bom e o kit animais marinhos da ó design . O kit é uma diversão para a hora do banho, pois os animais grudam em superfícies úmidas. Já imagino um garotinho muito especial criando as suas histórias do fundo do mar.
Tem tanta coisa legal e o frete é grátis até 15/12. Vale a pena fazer uma visita ao ciadasmães.

Pra terminar, a minha última compra foi para um bebê de 4 meses. Essa escolha fiz influenciada pela minha Aninha que sempre ensina a mãe sobre a beleza das coisas simples. Compro brinquedo Fisherpriceano e ela gosta. Compro uma piscina plástica de R$11,00 e ela ADORA. É claro que baseada na satisfação da pequena tive que presentear a sua mais nova bebê amiga com uma piscina também. 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Hoje eu estou assim

Postado por Flávia às 05:59 0 comentários
Borrocochô
Por isso nem consegui escrever o post que planejei.  Queria falar sobre música e a nossa rotina cantarolante.  Falar das músicas que Ana gosta e das suas reações. O papo era alto astral.
Mas, mas, mas... Hoje não acordei no clima.  E como eu sou pura emoção, não sei (não consigo) sentir algo e escrever sobre assunto de clima completamente diferente. Já escutei, na minha vida profissional, que tenho que controlar as minhas emoções. O tempo passou. Eu já avancei muito. Mas o “essencialmente eu” ainda mostra sua cara com toda força em dias como hoje.
 Refleti na madrugada sobre os motivos para minha chateação e comecei a numerar o que tinha acontecido no dia anterior. Numerar mesmo. Vocês já sabem dessa minha mania de organização.
1.     Há duas semanas que o sono noturno da Aninha está alterado. Eu que respondia SIM saltitante a pergunta máster da maternidade (sua filha dorme bem?) estou atualmente zumbizando pela casa. A garotinha que acordava uma vez na madrugada agora me chama para mamar de três a cinco vezes. E depois que ela mama e dorme eu fico entre uma e duas horas para pegar no sono de novo. Faz as contas aí comadre porque nem eu sei quantas horas estou dormindo efetivamente.
2.     Fui a creche ontem acertar os detalhes e só tem vaga para Ana a partir do dia 23-01. Eu começo a trabalhar no dia 03-01. Família em outra cidade. Sentiu o drama?
3.     Serei madrinha de casamento na próxima semana e somente ontem tive coragem de tirar o velho vestido do armário para experimentar. Claro que não gostei. Se o casal não fosse tão querido ligaria ontem mesmo para pedir dispensa da função. A justificativa? Olha sou uma recém parida (tá, eu sei que já tem 5 meses) dando ataque de pelanca e nada absolutamente nada que eu vestir agora me fará sentir apta a desfilar numa igreja e permanecer em destaque no altar. Sei que o destaque é da noiva. Sim! Mas é ataque de pelanca meu povo. Lá tem sentido.
Só que hoje, e muito por causa da maternidade, eu amadureci. E as minhas reflexões passaram a ser mais profundas. Mais sinceras. Por mais que tente mascarar com as chateações acima, eu sei lá no fundo que o verdadeiro motivo para o borrocochô não é esse. Pois se eu pensar bem pra cada situação tem um jeito. Vejamos:
1.     É compreensível a mudança no soninho da Ana. Nesse mês iniciamos a papinha de fruta e ela ainda está se acostumando. Toda alteração na rotina influencia no sono do bebê.  Então ainda é cedo para desespero. É aguardar e confiar como diria Didi Mocó.
2.      Posso deixa-la em outra creche até o dia 23. Talvez minha mãe possa vir (sonho) ficar com ela durante esses vinte dias. Um milagre pode acontecer e surgir uma vaga até lá. Quem sabe?
3.     Já esse ponto é ligar “tô nem aí” mesmo. Tipo tô caída, mas tô na moda! Vou comer docinho, dar risada com meus amigos e parar de neura. Deixar o perfeccionismo para as globais, afinal minha cria mama livremente e disso não abro mão.
Como achei solução pra algumas e descobri que não dou tanta importância assim para as sem solução imediata, encontrei o verdadeiro motivo do borrocochô: O meu eterno questionamento sobre escolha profissional.  Antigamente, de forma imatura, eu ficava inventando motivos ou aceitando os que me sugeriam. Agora, com Aninha, tive que me conscientizar: mimimi e chororô não me levam a lugar algum. Deixar tudo no campo da mentalização de nada adianta. Tenho que definir, me jogar, arriscar...
E isso tá me inquietando. Tá me estressando. Ô Jesus!  Tá dando até post desabafo. Por que sei, hoje entendo, que isso requer mudanças mais profundas. De personalidade. Que até agora eu empurrei com a barriga. Se eu deixar vou morrer assim que nem Gabrieeela! E coisa mais chata é ter passado por esse mundo sem realizar.  
Vocês não acham?

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Você sabe que virou mãe quando

Postado por Flávia às 05:15 2 comentários
Gastou horrores no home planejado.

Chamou de tchutchuco e fez mil planos pra ele.

E hoje ele é ricamente decorado ...

com os brinquedos da sua filha!

Ultima tendência.


domingo, 27 de novembro de 2011

Você sabe que virou mãe quando...

Postado por Flávia às 16:34 1 comentários
Seu surto consumista (para afastar a deprê) se resume em entrar na L'Occitane e gastar 55 pilas num shampoo ...

Pra sua filha.  Que mal tem cabelo!

E voltar para casa sem NADA pra você, mas se sentindo beeeem melhor.

Aninha e seus looongos cabelos

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Crescimento da filha. Sofrimento da mãe.

Postado por Flávia às 05:24 2 comentários
Todo mundo sabe como é mãe de primeira viagem. Tudo que o filho faz é incrível, único e nunca na história desse país uma criança foi tão esperta como a sua. Comigo deve ser pior ainda porque eu nunca convivi de forma próxima com outro bebê. Então a cada dia sou surpreendida com uma novidade da minha mocinha.

Esse introdutório todo é para contar que a garota já está ensaiando sentar. No final do quarto mês a criança já está querendo sentar. E eu fico boba gente. Como pode? As mães já acostumadas com essa turma prafentrex podem achar super normal para idade, mas eu que estou no primeiro filho e ainda sou do tempo que criança não abria os olhos logo que nascia, fico abismada.
Aconteceu assim. Um belo dia coloco Ana deitada no bebê conforto. Vou me ajeitando no carro com as 230 sacolas e quando olho a menina está lá se esforçando. Em um segundo ela levantou o dorso, sentou no bebê conforto e ficou segurando com as mãos em cada lado para se apoiar. Sentada. Sentada! Quequeisso minha gente? Ficamos, eu e o pai, abestalhados.

É claro que ela só consegue ficar por alguns segundos. Mesmo assim eu já levantei a grade do berço. Vai que a menina resolve sentar de uma vez e me pula daquele berço. Sei lá. Melhor prevenir...

O ponto máximo dessa descoberta foi quando levei para visitar o pai no trabalho. Chegamos no meio de uma reunião. È claro que o pai foi logo colocando a filha no colo. E lá ficou a menina encostada  como se trabalhando estivesse. Depois o pai me contou,todo orgulhoso, que no meio da reunião ela se colocou novamente na posição sentada e ficou escutando o chefe falar. Séria. Como se compreendesse tudo. Figura demais!
Sinto-me privilegiada por acompanhar de perto o desenvolvimento da minha filha. A cada dia um riso novo, uma forma de se comunicar diferente. Eu tenho vivenciado como tem que ser. A melhor coisa do mundo e efêmera também. Passa rápido e por isso me entrego totalmente.

Daí que estou tristinha esses dias porque essa delicia integral tem prazo de validade. Janeiro eu retorno ao trabalho e o rápido passar do tempo me deixa angustiada. Só em pensar em deixar meu bebê durante todo o dia e só encontrar a noite. Lágrimas,lágrimas,lágrimas.

Reflito muito e reconheço que a maior dificuldade é minha e não de Ana. Sei que na maioria das vezes as crianças tiram de letra. Como quando achei que ela não conseguia dormir sem ficar grudada na gente. Viajamos para Salvador e lá não teve o pai para ficar grudada. Teve cama enorme para se espalhar todinha. No primeiro dia me agarrei nela para garantir uma boa noite sono. Era a primeira noite fora de casa e ela podia estranhar. No segundo dia,de tanto minha mãe falar, passei para o outro lado da cama e deixei a vontade. Surpresa! Nada mudou. Nenhuma alteração. Ana dormiu tranqüila como sempre acordando apenas na madrugada para mamar.

Voltei pra casa e na mesma noite ela dormiu no berço. Sem precisar do abraço do pai ou da mãe. Ela estava pronta pra isso e eu que não percebi. Talvez eu não estivesse pronta e esqueci de sentir/tentar entender a necessidade dela. Graças a Deus que essa viagem aconteceu para me mostrar isso. E eu quase desisti de ir por causa de todos esses medos. Será que Ana vai dormir bem? Será que vai estranhar? E a cadeira de balanço vai ficar. Como vamos fazer pra ela dormir? Será? Será?
Agora talvez esteja projetando os meus “serás?” nela também. Entendo que preciso trocá-los por deixar acontecer. Trocar o sofrimento antecipado por vamos viver esse momento único e deixar o amanhã para amanhã. Aprender o ensinamento: “Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.

Ô máxima difícil de aprender viu Jesus?
 

Agora que virei gente grande! Copyright © 2010 Designed by Ipietoon Blogger Template Sponsored by Emocutez